Na Turquia e na Síria ocorreu, nesta sexta-feira (24/02/23), um terremoto de magnitude 7,8. Tremores secundários continuam a abalar a região. Neste sábado (25/02/23), outro tremor de magnitude 5,5 atingiu o centro da Turquia, informou o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/deutschewelle/2023/02/25/mortos-em-terremoto-na-turquia-e-na-siriapassam-de-50-mil.htm. Acesso: 20 mar. 2023. O evento apresentado no fragmento ocorreu em áreas sujeitas ao processo de
- A)desabamento de cavernas em subsuperfície devido à carstificação.
Errada, porque desabamento de cavernas por carstificação pode causar abatimentos locais, mas não explica um terremoto de grande magnitude em escala regional.
- B)liberação de tensões tectônicas próximas ao contato de placas.
Certa, pois terremotos desse tipo decorrem da liberação de tensões acumuladas em zonas de contato entre placas tectônicas ou falhas ativas.
- C)esvaziamento de grandes aquíferos subterrâneos provocando solapamento das camadas superficiais.
Errada, porque o esvaziamento de aquíferos pode causar subsidência do terreno, não um terremoto tectônico como o descrito.
- D)intensificação de agentes erosivos externos o que compromete as estruturas do relevo.
Errada, pois erosão externa modifica o relevo lentamente e não é o mecanismo que produz abalos sísmicos fortes e súbitos.
- E)acumulação de sedimentos em áreas côncavas das bacias sedimentares, provocando movimentos epirogênicos.
Errada, porque acumulação de sedimentos em bacias não provoca movimentos epirogênicos dessa forma nem explica terremotos de alta magnitude.
Gabarito: B
Terremotos acontecem quando há liberação brusca de energia acumulada no interior da Terra, geralmente ao longo de falhas geológicas. Em áreas de contato entre placas tectônicas, o movimento relativo entre elas vai juntando tensão por bastante tempo, quase como uma mola sendo comprimida, até que o sistema “solta” de uma vez. Aí vem o abalo sísmico, que pode ser seguido de tremores secundários, as chamadas réplicas. No caso da Turquia e da Síria, o contexto é clássico de região tectonicamente ativa, próxima ao encontro de placas. A área está associada a limites de placas e falhas importantes, o que explica a ocorrência de terremotos fortes. Não é um processo ligado a erosão, carste, aquíferos ou deposição de sedimentos, porque isso tudo mexe com a superfície de outro jeito e não gera, por si só, um sismo dessa magnitude. Por isso, a alternativa B está correta: o evento ocorreu em áreas sujeitas à liberação de tensões tectônicas próximas ao contato de placas. Em provas, quando aparecer terremoto forte em faixa de instabilidade geológica, pense primeiro em tectonismo e limites de placas. A Terra não avisa com bilhete, ela treme.