O desenvolvimento econômico impulsionou o poder de compra da população que passou a consumir e a gerar “lixo” em proporções alarmantes, passando os resíduos sólidos a poluir cada vez mais o meio ambiente. Sobre a destinação dos resíduos sólidos, assinale a afirmativa correta.
- A)A sociedade contemporânea, mais preocupada com as futuras gerações, já busca encaminhar parte significativa dos resíduos sólidos gerados para reciclagem e reaproveitamento nos “lixões”.
Errada, porque lixões não são locais adequados para reciclagem ou reaproveitamento, já que recebem resíduos sem controle ambiental.
- B)As ações de coleta seletiva na fonte e de reaproveitamento dos resíduos sólidos devem ser incentivadas antes da chegada do material descartável aos “lixões” e aterros sanitários.
Certa, porque a coleta seletiva e o reaproveitamento devem ocorrer na origem, antes da disposição final em lixões ou aterros.
- C)A destinação dos resíduos gerados fica mais difícil à medida que aumenta o nível socioeconômico da população e se intensificam a coleta e o descarte seletivo dos resíduos produzidos.
Errada, porque o aumento do nível socioeconômico tende a ampliar a capacidade de gestão e separação dos resíduos, não a dificultá-la por si só.
- D)Os “lixões” representam uma solução para o meio ambiente e para a sociedade, ao inserir no mercado de trabalho a parcela da população que aproveita os resíduos como fonte de renda.
Errada, porque lixões não representam solução ambiental, já que causam poluição e degradam o meio ambiente, mesmo quando há aproveitamento informal por catadores.
- E)Os “lixões”, que recebem mais de 50% dos resíduos gerados diariamente, parecem ser a melhor solução sob o ponto de vista ambiental.
Errada, porque lixões não são a melhor solução ambiental e ainda recebem grande volume de resíduos sem tratamento adequado.
Gabarito: B
A questão trata da destinação dos resíduos sólidos e, na prática, da diferença entre jogar fora e gerir corretamente o lixo. No Brasil, a lógica moderna de gestão de resíduos prioriza não gerar, reduzir, reutilizar, reciclar, tratar e só depois dar destinação final aos rejeitos, em vez de simplesmente mandar tudo para um local de descarte. Essa ideia aparece na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que incentiva a coleta seletiva, a reciclagem e a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. É por isso que a alternativa correta é a B: as ações de coleta seletiva na fonte e de reaproveitamento devem acontecer antes que o material chegue a lixões ou aterros. Em outras palavras, separar o resíduo no momento em que ele é gerado facilita a reciclagem e reduz o volume enviado para disposição final. Os lixões, por sua vez, são a pior solução ambiental: não têm controle adequado, contaminam solo, água e ar, além de favorecerem proliferação de vetores de doenças e trabalho precário de catadores. Já os aterros sanitários são uma forma mais adequada de destinação final, mas ainda assim não resolvem tudo se a produção de lixo continuar crescendo sem controle. Então, guarde a lógica da banca: primeiro vem a prevenção e o reaproveitamento, depois a destinação correta do que realmente não pode ser reutilizado. O meio ambiente agradece, e a prova também.