De acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no triênio de 2019 a 2021 foi observado um aumento do desmatamento no Amazonas, estado que concentra as maiores áreas de florestas protegidas do bioma amazônico. Um dos mais importantes vetores do desmatamento do estado do Amazonas na atualidade está relacionado à expansão da fronteira agrícola
- A)na bacia do rio Juruá.
Errada, porque a bacia do rio Juruá está mais associada a áreas de floresta e ocupação dispersa, não sendo o principal vetor atual da fronteira agrícola no estado.
- B)na região do alto rio Negro.
Errada, pois o alto rio Negro é uma área mais isolada e com forte presença de terras indígenas e unidades de conservação, o que reduz a pressão da expansão agropecuária.
- C)nas áreas de conservação da região do Javari.
Errada, porque áreas de conservação na região do Javari têm proteção territorial relevante e não correspondem ao principal eixo de avanço da fronteira agrícola.
- D)na divisa com os estados do Acre e Rondônia.
Certa, pois a divisa com Acre e Rondônia integra a faixa sul do Amazonas mais sujeita ao avanço da ocupação agropecuária e ao desmatamento associado à fronteira agrícola.
- E)na tríplice fronteira com o Peru e a Colômbia.
Errada, porque a tríplice fronteira com Peru e Colômbia é uma área mais marcada por isolamento geográfico e proteção territorial do que pela expansão de fronteira agrícola.
Gabarito: D
O Amazonas é um estado enorme, com floresta em pé, unidades de conservação e também áreas onde a ocupação humana avança com mais intensidade. Quando a questão fala em aumento do desmatamento ligado à expansão da fronteira agrícola, ela está apontando para a área de contato entre o Amazonas e estados que já têm ocupação agropecuária mais consolidada. É ali que a pressão sobre a floresta costuma crescer primeiro, puxada por estradas, abertura de pasto e expansão de atividades rurais. No caso do Amazonas, essa dinâmica aparece com força na borda sul do estado, especialmente na divisa com Acre e Rondônia. Essa faixa integra o chamado arco do desmatamento, uma zona historicamente associada ao avanço da ocupação produtiva sobre a Amazônia. Não é um processo “espalhado por igual” no estado inteiro: ele se concentra em áreas de acesso mais fácil e de maior integração com frentes agrícolas já estabelecidas. Por isso, o gabarito é a alternativa D. A lógica geográfica é simples: a fronteira agrícola avança a partir de áreas já abertas e conectadas por infraestrutura, empurrando o desmatamento para as bordas do território amazônico. Em termos de política ambiental, isso contrasta com a proteção de grandes blocos florestais e unidades de conservação, que funcionam como barreiras, embora nem sempre suficientes, para conter essa pressão. Em resumo: quando a banca fala em desmatamento por expansão da fronteira agrícola no Amazonas, pense na zona de transição do sul do estado, perto de Acre e Rondônia. É aí que a floresta sente primeiro o peso do machado, da pastagem e da estrada.