Em relação às pessoas que devem ser recenseadas, as seguintes afirmativas estão corretas, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Devem ser recenseadas todas as pessoas que moravam no domicílio na data de referência.
Certa, porque devem ser recenseadas as pessoas que moravam no domicílio na data de referência.
- B)Pessoas que nasceram após a data de referência não devem ser recenseadas.
Certa, porque quem nasceu depois da data de referência ainda não integrava a população naquele momento.
- C)Pessoas que faleceram após a data de referência não devem ser recenseadas.
Errada, porque pessoas que faleceram depois da data de referência devem ser recenseadas, já que estavam vivas nessa data.
- D)Crianças e idosos que moravam no domicílio na data de referência devem ser recenseadas.
Certa, porque a idade não exclui ninguém: crianças e idosos que moravam no domicílio na data de referência entram no recenseamento.
- E)No caso de pessoas que ocupam duas ou mais residências, será necessário investigar com a pessoa entrevistada qual era sua residência principal na data de referência.
Certa, porque quando a pessoa ocupa mais de uma residência é preciso identificar qual era a residência principal na data de referência.
Gabarito: C
Em recenseamento, a regra central é simples: conta-se a população na data de referência, como se fosse uma foto tirada naquele dia. Isso significa que entram as pessoas que estavam vivendo no domicílio nessa data, independentemente de idade, desde recém-nascidos até idosos. No Censo Demográfico do IBGE, a lógica é a da residência habitual na data de referência, e não a situação “depois do fato”. Por isso, a banca gosta de brincar com o tempo: se a pessoa nasceu depois da data de referência, ela ainda não existia para aquele retrato estatístico; se faleceu depois da data de referência, ela existia e integrava a população naquela data, então deve ser recenseada. É exatamente aqui que a alternativa C escorrega: ela diz o contrário do que vale no censo. Outro ponto importante é o caso de quem tem mais de uma moradia. Nessa situação, a entrevista deve apurar qual era a residência principal na data de referência, para evitar contagem dupla ou inclusão errada. Esse critério é coerente com a metodologia censitária do IBGE, que busca identificar o local de residência habitual no momento certo. Em resumo: o censo olha para a data de referência e para a residência habitual. Quem estava vivo e morando ali naquele dia entra; o que acontecer depois, como nascimento ou óbito posterior, não muda a fotografia já tirada.