Entre 1879 e 1912, durante o chamado ciclo da borracha, a cidade de Belém viveu seu primeiro grande surto de crescimento. As reformas
- A)modernizaram o núcleo urbano, com construções como o Theatro da Paz e o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, cuja estrutura em ferro fundido foi projetada por Gustave Eiffel.
Errada: o Theatro da Paz combina com o período, mas o Mercado Adolpho Lisboa foi projetado por Gustave Eiffel, e a alternativa mistura dados sem apontar o conjunto típico das reformas urbanas.
- B)planejaram a acolhida de levas de imigrantes vindos de diversos países, com a criação da Hospedaria do Imigrante e o financiamento de moradias populares no centro urbano.
Errada: isso remete mais a políticas de imigração e hospedaria de imigrantes do que às reformas urbanas de Belém no ciclo da borracha.
- C)incluíram a arborização da cidade e o serviço de viação urbana por bondes elétricos, além de alargamento das ruas, construção de longas avenidas e de praças suntuosas.
Certa: descreve exatamente as intervenções urbanas da Belém da Belle Époque amazônica, com arborização, bondes elétricos, alargamento de ruas, avenidas e praças.
- D)conferiram prestígio aos barões da borracha, os quais construíam suas residências inspirados no Art Nouveau, com base nos ideais e na gramática formal greco-romanos.
Errada: a referência ao Art Nouveau não combina com a “gramática formal greco-romana”, que é uma mistura incoerente para caracterizar as casas da elite da borracha.
- E)fizeram de Belém a “metrópole da Amazônia”, uma cidade europeizada construída ao redor do centro histórico, restaurado para lembrar o passado colonial e imperial.
Errada: a expressão “metrópole da Amazônia” até dialoga com o contexto, mas a ideia de restauração do centro para lembrar o passado colonial e imperial não resume as reformas do período.
Gabarito: C
Entre 1879 e 1912, o ciclo da borracha encheu Belém de riqueza, e a cidade foi “maquiada” para parecer moderna e civilizada aos olhos da elite da época. Esse processo ficou conhecido pelas reformas urbanas, que buscavam abrir ruas, ampliar avenidas, criar praças, arborizar a cidade e implantar serviços urbanos modernos, como os bondes elétricos. Foi uma espécie de vitrine da Belle Époque amazônica: muita inspiração europeia, muito desejo de status e pouca paciência para a Belém antiga que atrapalhava a nova imagem da capital. É por isso que a alternativa C está correta. Ela reúne exatamente os elementos centrais dessas intervenções urbanas: arborização, bondes elétricos, alargamento de ruas, construção de grandes avenidas e praças suntuosas. Isso corresponde ao movimento de modernização urbana associado ao auge da borracha, especialmente nas gestões estaduais e municipais da virada do século XIX para o XX. Na prática, a ideia era transformar Belém em uma cidade mais higiênica, funcional e elegante, acompanhando o dinheiro que circulava com a exportação da borracha. Não foi só estética: havia também uma lógica de controle urbano, circulação e exibição de poder. Em história urbana, esse tipo de reforma é muito cobrado em concurso porque mistura infraestrutura, urbanismo e contexto econômico no mesmo pacote. Se você lembrar de Belém nesse período, pense em “cidade modernizada pelo dinheiro da borracha”, com bondes, avenidas largas, praças e arborização. É o retrato clássico da capital paraense entrando na Belle Époque amazônica.