Leia o trecho a seguir O crescimento do tecido urbano da Região Metropolitana de São Paulo, sobretudo a partir de meados do século XX, se caracteriza pela periferização da população. Sejam as classes de baixa renda, sejam as de alta renda (atraídas por promessas de maior segurança), as famílias moradoras das zonas geograficamente periféricas tendem a despender maior tempo em seus deslocamentos pendulares (casa-trabalho) e a ter menos acesso à infraestrutura urbana. (Adaptado de Nadalin, V. e Igliori, D., 2015) O tipo crescimento urbano desconcentrado, não denso e que deixa vazios urbanos dentro da mancha urbana é denominado
- A)metropolização.
Metropolização é o processo de consolidação de uma metrópole e sua centralidade regional, não o tipo de expansão espacial descrito.
- B)involução urbana.
Involução urbana não é o termo usado para esse padrão de expansão desconcentrada e com vazios na mancha urbana.
- C)segregação urbana.
Segregação urbana trata da separação socioespacial entre grupos, e pode ocorrer junto desse processo, mas não nomeia a forma de crescimento urbano pedida.
- D)desterritorialização.
Desterritorialização é um conceito mais amplo, ligado à perda ou redefinição de vínculos territoriais, e não ao padrão físico de expansão da cidade.
- E)espraiamento urbano.
Espraiamento urbano é o crescimento horizontal, pouco denso e fragmentado, com vazios urbanos na mancha urbana, exatamente como descrito no enunciado.
Gabarito: E
Quando uma cidade cresce de forma espalhada, ocupando áreas cada vez mais distantes do centro, com baixa densidade e deixando “buracos” na mancha urbana, estamos diante do espraiamento urbano. É aquele crescimento em que a cidade vai se esticando mais do que se adensando, como se estivesse ocupando o terreno sem preencher direito os espaços do meio. No caso da Região Metropolitana de São Paulo, o enunciado fala de periferização da população, aumento dos tempos de deslocamento e menor acesso à infraestrutura nas bordas da cidade. Isso combina perfeitamente com a ideia de espraiamento urbano: expansão horizontal, fragmentada e pouco compacta, com consumo maior de solo urbano e dependência crescente de deslocamentos pendulares. Não confunda com metropolização, que é o processo de formação e fortalecimento de uma metrópole, isto é, a centralização de funções urbanas em uma grande cidade. Aqui, o foco não é o surgimento da metrópole, mas a forma como ela se expande no espaço. Também não é apenas segregação urbana, embora ela apareça como consequência social frequente. A palavra-chave da questão é a morfologia do crescimento: desconcentrado, pouco denso e com vazios internos. Em resumo, a cidade cresce “espichada”, e não compacta, o que define o espraiamento urbano.