Tanto no liberalismo, quanto no socialismo, a ideia de desenvolvimento substituiu a noção de progresso, com mecanismos que geram melhoras na vida da população, mas, nos países pouco desenvolvidos, tais aspectos não aconteceram para incentivar o desenvolvimento sustentável. No caso destes países, o desenvolvimento regional não chegou aos patamares dos países desenvolvidos do Hemisfério Norte, ou seja, não alcançaram o nível de modernização, aliados a outros fatores relevantes nesse processo de desencadeamento do desenvolvimento. Para se alcançar o desenvolvimento regional sustentável é necessário:
- A)Adotar modelos predatórios que visem apenas à exportação de produtos, sem um desenvolvimento social adequado.
Errada, porque adota um modelo predatório e ignora o desenvolvimento social e ambiental, indo na contramão da sustentabilidade.
- B)Criar novas políticas de redução de custos dos recursos para produção da sustentabilidade social e ecológica.
Certa, porque propõe políticas que favorecem a sustentabilidade social e ecológica com uso mais racional dos recursos e melhor organização da produção.
- C)Repudiar iniciativas por parte de governos e grandes produtores, para que se chegue a um consenso de entendimento na relação entre produção e preservação.
Errada, porque o desenvolvimento regional sustentável depende de cooperação entre governos, produtores e sociedade, e não de repúdio às iniciativas.
- D)Combater as políticas de incentivo à educação e pesquisa, uma vez que não contribuem para o desenvolvimento econômico, bem como para reduzir a agressão ao meio ambiente.
Errada, porque educação e pesquisa são fundamentais para inovação, eficiência produtiva e redução dos impactos ambientais.
Gabarito: B
A ideia central da questão é que desenvolvimento regional sustentável não se faz apenas com crescimento econômico no papel. Hoje, a lógica correta exige equilibrar produção, inclusão social e preservação ambiental, porque desenvolvimento de verdade é aquele que melhora a vida das pessoas sem esgotar os recursos do lugar. Nos países pouco desenvolvidos, muitas vezes o problema é repetir um modelo de exploração que gera riqueza concentrada e pouco efeito social. Por isso, não basta produzir mais: é preciso reduzir custos de produção de forma inteligente, com uso racional dos recursos, tecnologia, planejamento e políticas públicas que apoiem a sustentabilidade social e ecológica. É aí que entra o gabarito B. A alternativa fala em criar novas políticas de redução de custos dos recursos para produção da sustentabilidade social e ecológica, ou seja, buscar eficiência econômica sem destruir o meio ambiente nem excluir a população dos benefícios do desenvolvimento. Isso combina com a noção contemporânea de desenvolvimento sustentável, muito próxima do que se consolidou no Relatório Brundtland, em 1987, ao defender o atendimento das necessidades do presente sem comprometer as futuras gerações. As outras alternativas erram porque apostam em lógica predatória, rejeição do diálogo ou combate à educação e à pesquisa. E desenvolvimento sustentável, você já percebeu, não combina com receita de desastre.