Considerando o espaço de produção do Brasil, pode-se observar que não basta apenas produzir, é necessário ter como escoar a produção, ou seja, ter um bom fluxo de transporte rodoviário, aéreo, ferroviário ou hidroviário. A relação entre a produção e o desenvolvimento é direta com o potencial de investimento para ampliação, manutenção e modernização desses recursos de transporte. Sobre os diferentes fluxos de transportes no Brasil, assinale a afirmativa correta.
- A)O surgimento de polos industriais, agrícolas, pecuários e turísticos, fora dos domínios das grandes cidades, não acarretou a descentralização do fluxo aéreo para interligação das cidades do interior.
Errada, porque a interiorização econômica também ampliou a demanda por transporte aéreo em cidades do interior, sobretudo onde as distâncias são grandes.
- B)No que diz respeito ao fluxo rodoviário, ocorreu um decréscimo de veículos no Brasil, entre as décadas de 1950 a 1990. Nesse período, as frotas de ônibus diminuíram tanto na quantidade de linha quanto nas distâncias percorridas.
Errada, pois o fluxo rodoviário cresceu fortemente a partir de meados do século XX, com expansão da frota e da malha de transporte.
- C)A navegação interior tem pouca importância na região Norte, principalmente na Amazônia, pois tal tipo de transporte é escassamente empregado nas atividades econômicas locais, bem como no deslocamento da população.
Errada, já que a navegação interior é muito importante na Região Norte, especialmente na Amazônia, tanto para cargas quanto para deslocamento de pessoas.
- D)Predomina no país o fluxo ferroviário para o transporte de minérios e grãos; mas, o transporte de passageiros fez com que houvesse investimentos nas linhas ferroviárias, principalmente nas regiões metropolitanas e interurbanas.
Certa, porque as ferrovias têm papel importante no escoamento de minérios e grãos e também recebem investimentos em alguns corredores metropolitanos e interurbanos.
Gabarito: D
No Brasil, os fluxos de transporte ajudam a ligar produção, consumo e exportação. Como o território é imenso e desigual, cada modal ganha força em certas funções: a rodovia domina a circulação interna de pessoas e mercadorias, a ferrovia aparece muito no transporte de cargas pesadas e a hidrovia é importante em áreas com rios navegáveis. O problema é que a infraestrutura nem sempre acompanha a economia, e isso cria gargalos no escoamento da produção. É aí que a alternativa D faz sentido. O país tem forte uso do transporte ferroviário para minérios e grãos, porque esses produtos são volumosos, pesados e pedem baixo custo por tonelada transportada. Além disso, há investimentos e uso relevante das ferrovias em áreas metropolitanas e eixos interurbanos, especialmente para passageiros em alguns sistemas regionais e para cargas em corredores logísticos. As demais alternativas tentam inverter a realidade brasileira. A aviação se interiorizou com o crescimento de polos econômicos fora das capitais, o modal rodoviário se expandiu bastante ao longo do século XX, e a navegação interior é muito importante na Amazônia, onde rios funcionam como verdadeiras estradas. Em prova, vale lembrar a lógica econômica dos modais: peso, distância, custo e tipo de carga costumam mandar no jogo.