Uma particularidade interessante, porém delicada, nas missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), é o trabalho de desminagem, ou seja, a desativação de minas explosivas, empregadas por milícias rivais em guerras étnicas ou civis. Qual o país, dentre os relacionados a seguir, possui rótulo de maior número de amputados do mundo?
- A)Libéria.
Libéria também sofreu guerra civil e problemas humanitários, mas não é o país mais associado ao maior número de amputados por minas terrestres.
- B)Angola.
Correta, porque Angola foi profundamente afetada por guerra civil e pela presença de minas explosivas, o que gerou enorme संख्या de amputações.
- C)Burundi.
Burundi teve conflitos internos e violência política, porém não é o caso clássico cobrado como país com maior número de amputados por minas.
- D)África do Sul.
A África do Sul não se enquadra nesse contexto de guerra civil com ampla contaminação por minas e grande número de amputados.
Gabarito: B
As missões de paz da ONU muitas vezes entram em cenários de guerra civil, conflitos étnicos e territórios contaminados por minas terrestres. Quando essas minas ficam ativas por anos, elas continuam ferindo civis mesmo depois do conflito, e a desminagem vira uma tarefa humanitária essencial, não só militar. É um trabalho lento, caro e perigosíssimo, porque cada passo pode custar uma perna, uma vida ou o futuro de uma comunidade inteira. A questão explora um dado bem conhecido em Geografia Humanitária: Angola ficou marcada como um dos países com maior número de amputados do mundo por causa da longa guerra civil, que espalhou minas por estradas, lavouras e aldeias. Isso deixou uma herança social duríssima, com muitas vítimas de explosões e amputações em massa, especialmente entre civis. Por isso, o gabarito é a letra B. Entre as alternativas, Angola é o país associado a esse triste rótulo, resultado direto da combinação entre conflito prolongado, uso intensivo de minas terrestres e dificuldade de limpeza do território após a guerra. Em termos humanitários, a desminagem é justamente uma das frentes mais importantes das operações de paz e reconstrução. Então, aqui a lógica é simples: não basta lembrar de guerra e ONU, você precisa ligar o conflito ao efeito social concreto. Em Angola, a guerra deixou marcas no solo e no corpo das pessoas, e essa é a chave da questão.