“A primeira referência ao termo ocorreu no século XVI e definia o capitão que contratava soldados mercenários para servir ao Rei. Apenas no século XVIII, o termo passou a ser empregado para atores econômicos: entrepreneurs eram aqueles que introduziam novas técnicas agrícolas ou arriscavam seu capital na indústria. Na teoria econômica, o termo entrepreneur não tem uma definição homogênea, mas Schumpeter (1982) é considerado o seu principal teórico clássico. Ele retoma o termo, associando-o à inovação para explicar o desenvolvimento econômico. Para Schumpeter, o desenvolvimento econômico se iniciou a partir de inovações, ou seja, por meio da introdução de novos recursos ou pela combinação diferenciada dos recursos produtivos já existentes.” O termo a que se refere o texto é:
- A)cFordismo.
Fordismo é um modelo de produção industrial em massa, ligado à linha de montagem, e não ao conceito de agente inovador descrito no texto.
- B)Taylorismo.
Taylorismo é uma técnica de organização científica do trabalho voltada à eficiência produtiva, sem relação com a origem histórica do termo apresentado.
- C)Mercenarismo.
Mercenarismo diz respeito ao uso de soldados pagos, ideia inicial citada no texto, mas não é o termo econômico que o enunciado pede.
- D)Empreendedorismo.
Empreendedorismo é o termo correto, pois o texto associa o agente econômico à inovação, ao risco e à introdução de novas combinações produtivas, como em Schumpeter.
Gabarito: D
O texto está falando de um conceito que nasceu bem longe da ideia atual de “abrir empresa”. No início, a palavra se referia a quem assumia riscos e coordenava ações, e depois passou a designar agentes econômicos que colocavam dinheiro, iniciativa e novidade em jogo. Em economia, esse personagem é o empreendedor: alguém que identifica oportunidades, reorganiza recursos e tenta fazer algo novo acontecer. Schumpeter é o autor mais lembrado quando o assunto é empreendedorismo. Para ele, o motor do desenvolvimento econômico não é a repetição, mas a inovação. É o empreendedor quem introduz novos produtos, novos métodos, novos mercados ou novas formas de organizar a produção, promovendo a chamada “destruição criadora”. Parece até nome de banda, mas é um conceito central: o novo surge e empurra o velho para trás. Por isso, o gabarito é a letra D. O enunciado descreve exatamente essa evolução histórica do termo e sua associação com inovação e risco na atividade econômica. Não é uma ideia de organização do trabalho industrial, e sim de iniciativa, criatividade e transformação econômica. Em prova, sempre que aparecer Schumpeter ligado a desenvolvimento econômico, inovação e combinação nova dos fatores de produção, pense em empreendedorismo. É aquele sujeito que não fica parado esperando a economia andar sozinha: ele puxa o movimento.