No interior da cidade, ela não está necessariamente no meio de uma determinada área geográfica e nem sempre ocupa o sítio histórico onde esta cidade se originou; ela é antes de tudo ponto de convergência, é o nó do sistema de circulação, é o lugar para onde todos se dirigem para algumas atividades, e em contrapartida é o ponto de onde todos se deslocam, para a interação das atividades aí localizadas com as outras que se realizam no interior da cidade ou fora dela. Assim, ela pode ser qualificada como integradora e dispersora ao mesmo tempo. M. E. B. Sposito. Estruturação urbana e centralidade. In: Anais do III Encontro de geógrafos da América Latina, 1991. Internet: <observatoriogeograficoamericalatina.org>. (Com adaptações). Na cidade, o "ponto de convergência" a que se refere o texto acima corresponde à área
- A)de recreação.
Errada, porque área de recreação não costuma concentrar os principais fluxos urbanos nem exercer função de nó de circulação.
- B)industrial.
Errada, porque a área industrial tem função produtiva, mas não é, em regra, o principal ponto de convergência da cidade.
- C)central.
Certa, porque a descrição corresponde à área central, que concentra fluxos, serviços e acessibilidade.
- D)residencial.
Errada, porque a área residencial é voltada principalmente à moradia, não à convergência geral dos fluxos urbanos.
- E)comercial.
Errada, porque o comércio pode ser importante no centro, mas a descrição fala da centralidade urbana como um todo, e não apenas de uma função econômica específica.
Gabarito: C
O texto descreve a centralidade urbana, isto é, a área da cidade que funciona como principal ponto de encontro dos fluxos de pessoas, mercadorias, serviços e transportes. Em termos simples: é onde muita gente chega para resolver a vida e de onde muita gente sai para se espalhar pela cidade. Por isso, ela integra a dinâmica urbana e também dispersa os fluxos para os demais bairros e áreas do entorno. Na Geografia Urbana, a área central costuma concentrar atividades de comércio, serviços, administração e circulação intensa, mesmo que não coincida com o local histórico de origem da cidade. Isso acontece porque a centralidade não depende só da idade do lugar, mas da função que ele exerce na organização do espaço urbano. É aquele pedaço da cidade que parece ter um ímã para tudo e para todos. Assim, o gabarito é a letra C, área central. O enunciado praticamente entrega a ideia de centro urbano ao falar em "ponto de convergência", "nó do sistema de circulação" e lugar para onde todos se dirigem. Essa é a definição clássica de centralidade urbana trabalhada na Geografia.