Acerca das técnicas de interpolação, assinale a opção correta.
- A)Na técnica de interpolação triangulated irregular network (TIN), apenas alguns pontos são triangulados entre si, gerando a malha triangular a partir das faces cujos pontos são os nós da triangulação.
Errada, porque no TIN não se triangulam apenas “alguns pontos” de forma aleatória, mas sim uma rede de triângulos construída a partir de pontos amostrados para representar a superfície.
- B)Na técnica de interpolação inverse distance weighted (IDW), aplica-se a do peso da interpolação conforme a distância entre os pontos. Pontos distantes terão mais influência (peso) na interpolação, enquanto pontos próximos terão pouca influência.
Errada, porque no IDW os pontos mais próximos têm maior peso na interpolação, e os mais distantes têm menor influência.
- C)Interpolações também se aplicam aos dados raster. Imagens com tamanho de pixel muito pequeno, que geram arquivos de baixa resolução, podem ser interpoladas e gerar pixels maiores, aumentando a resolução. O inverso também é comum: dados originais de baixa resolução (pixels pequenos) devem ser compactados para aumentar o tamanho original (pixels maiores).
Errada, porque a interpolação em raster não aumenta a resolução real dos dados; ela apenas reamostra ou estima novos valores, e a descrição inverte a lógica de tamanho de pixel e resolução.
- D)A partir da interpolação das curvas de nível mestras de isolinhas, cuja elevação é conhecida, podem ser geradas as curvas de nível intermediárias, por exemplo, curvas mestras de 5 m em 5 m, e cálculo das curvas intermediárias de 1 m em 1 m.
Certa, porque curvas de nível com cota conhecida podem servir de base para interpolar curvas intermediárias, refinando a representação altimétrica do terreno.
- E)As curvas de nível podem entrar como insumo do raster de elevação, excluindo-se os pontos cotados.
Errada, porque o raster de elevação pode ser gerado a partir de curvas de nível e também de pontos cotados, então não faz sentido excluir esses pontos como regra.
Gabarito: D
Na cartografia, interpolação é o jeito de estimar valores em pontos onde não houve medição direta. Em mapas de relevo, isso aparece muito quando você tem alguns pontos ou curvas de nível e precisa “preencher os espaços” para representar o terreno de forma contínua. É quase como montar o quebra-cabeça do relevo com as peças que você já tem. A ideia central da questão é essa: curvas de nível mestras, que já possuem cota conhecida, podem ser usadas como base para gerar curvas intermediárias. Se você tem curvas mestras de 5 em 5 metros, dá para interpolar e desenhar curvas de 1 em 1 metro entre elas, desde que o relevo permita essa representação. Isso é exatamente o que a alternativa D descreve. Na prática, a interpolação é muito usada em modelagem digital do terreno, SIG e produção cartográfica. Você encontra métodos como TIN e IDW, cada um com sua lógica para estimar valores entre amostras. O importante é não inverter a lógica: pontos mais próximos costumam ter maior influência, e os dados conhecidos servem de base para estimar o desconhecido. Então, o gabarito D está correto porque descreve o uso clássico da interpolação aplicada às curvas de nível: a partir de curvas com cota conhecida, criam-se curvas intermediárias, refinando a representação do relevo.