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Geografia · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Geografia

A economia brasileira, considerada globalmente, apresenta ao observador o quadro típico de um país em plena fase de desenvolvimento. Todavia, um exame mais minucioso revela-nos uma disparidade interna muito acentuada quanto ao ritmo e à intensidade desse processo. É assim que vemos, ao lado de uma economia dinâmica e relativamente próspera, concentrada em redor dos grandes núcleos agroindustriais das regiões Sul e Sudeste do país, persistir nas demais regiões um tipo de produção primitiva, bastante apenas para assegurar aos seus habitantes, alheios ao progresso econômico, social e cultural, um nível de vida rudimentar. Internet:<scilo.br>. O assunto abordado no texto precedente centra-se

Gabarito: B

O texto descreve um Brasil com forte desigualdade interna: de um lado, áreas mais dinâmicas e prósperas, principalmente no Sul e Sudeste, com maior concentração industrial e agroindustrial; de outro, regiões com produção mais atrasada e baixo nível de desenvolvimento. Esse tipo de enunciado é clássico em Geografia Econômica, porque o Brasil não pode ser visto como um bloco uniforme. O país tem modernização econômica, mas ela acontece de forma muito desigual no território. Quando a banca fala em economia brasileira em desenvolvimento, ela quer que voce perceba que o foco não é exaltar o crescimento em si, e sim mostrar como ele se distribui de maneira irregular. Isso aparece na concentração de investimentos, infraestrutura, renda e atividades industriais em certas áreas, enquanto outras ficam com menor integração ao circuito moderno da economia. Por isso, o tema central do texto são os contrastes regionais do Brasil. A ideia é justamente a diferença entre regiões mais dinâmicas e regiões menos desenvolvidas, algo muito estudado na organização do espaço geográfico brasileiro. Em provas, palavras como "ao lado de", "todavia" e "disparidade interna" costumam sinalizar comparação entre partes do território, e não uma visão homogênea do país. Do ponto de vista doutrinário, isso se conecta à noção de desigualdade socioespacial e à formação histórica do território brasileiro, marcada por concentração de capital, infraestrutura e decisões econômicas em determinados eixos regionais. Em resumo: o texto não diz que o Brasil é inteiro próspero ou inteiro atrasado, mas que ele é economicamente desigual por dentro.

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