Com relação aos contrastes regionais do Brasil, assinale a opção correta.
- A)Ocorre, na atualidade, uma dispersão das atividades econômicas entre as regiões brasileiras, como tendência dos países em desenvolvimento.
Errada, porque não houve uma simples dispersão geral das atividades econômicas entre todas as regiões, já que a desconcentração é parcial e desigual.
- B)No que se refere à divisão territorial do trabalho, há uma aproximação considerável entre as regiões brasileiras, uma vez que a técnica e suas especializações estão em todas as regiões.
Errada, pois a técnica e suas especializações não estão igualmente distribuídas em todas as regiões, e a divisão territorial do trabalho ainda revela fortes assimetrias.
- C)Mesmo com um relevante aspecto que envolve as etapas de produção agropecuária, o Centro-Oeste ainda não alcançou nenhuma importância no setor industrial brasileiro.
Errada, porque o Centro-Oeste tem importância industrial crescente, muito ligada ao agronegócio, à agroindústria e a cadeias produtivas associadas.
- D)Existe hoje uma produção industrial complexa em diversas regiões que antes eram pouco industrializadas, como áreas do Sul, do Centro-Oeste, do Norte e do Nordeste.
Certa, porque várias regiões antes pouco industrializadas passaram a concentrar atividades industriais mais complexas, refletindo a desconcentração produtiva no país.
- E)A região Sudeste tem passado por uma acentuada e crescente desconcentração industrial devido à criação e instalação de diversos órgãos de desenvolvimento regional.
Errada, porque a desconcentração industrial do Sudeste não se explica principalmente pela criação de órgãos de desenvolvimento regional, mas por um processo mais amplo de reestruturação econômica e territorial.
Gabarito: D
A regionalização brasileira ajuda voce a enxergar como o país não é economicamente homogêneo: algumas áreas concentram mais indústria, serviços e tecnologia, enquanto outras mantêm forte peso agropecuário ou passam por transformação recente. Essa distribuição não ficou parada no tempo. Pelo contrário, houve desconcentração relativa da indústria, com parte da atividade saindo do eixo mais tradicional e alcançando outras regiões. Isso acontece porque infraestrutura, incentivos fiscais, logística, mercado consumidor e integração produtiva empurraram investimentos para além do Sudeste. Então, regiões como Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste passaram a abrigar atividades industriais mais complexas, inclusive em ramos modernos e articulados com o agronegócio, a mineração e a energia. É aí que o gabarito D faz sentido: hoje existe produção industrial complexa em diversas regiões que historicamente tinham menor industrialização. O Brasil continua desigual, mas não cabe mais aquela ideia de indústria concentrada quase toda no Sudeste. A geografia econômica brasileira virou um jogo mais espalhado, ainda que com pesos bem diferentes. A banca costuma cobrar justamente essa leitura: não basta decorar onde havia indústria no passado, é preciso entender a dinâmica recente de desconcentração e reorganização territorial da produção. Na prática, o país segue desigual, mas ficou mais policêntrico do que antes.