O desmatamento das florestas tropicais e equatoriais no Brasil tem
- A)sido realizada para o desenvolvimento de projetos da agricultura diversificada para subsistência.
Errada, porque a agricultura de subsistência diversificada não é a principal justificativa geral do desmatamento dessas florestas no Brasil.
- B)promovido a destruição dos solos, que rompe o sistema natural de ciclagem de nutrientes.
Certa, porque o desmatamento expõe o solo, provoca erosão e rompe a ciclagem natural de nutrientes típica das florestas úmidas.
- C)produzido um ecossistema rico em outras espécies vegetais substitutas das nativas.
Errada, porque o desmatamento não gera, em regra, um ecossistema rico substituto; ele reduz a biodiversidade e simplifica a paisagem.
- D)sido necessário à implantação de projetos hidrelétricos de grande porte, que têm baixíssimo impacto ambiental.
Errada, porque grandes hidrelétricas têm impacto ambiental relevante, como alagamento de áreas, deslocamento de populações e alteração de ecossistemas.
- E)beneficiado os povos da floresta que praticam a agricultura itinerante.
Errada, porque a agricultura itinerante pode até ocorrer em alguns contextos, mas o desmatamento não é, por si, um benefício para os povos da floresta.
Gabarito: B
O desmatamento nas florestas tropicais e equatoriais do Brasil não é um fenômeno neutro: ele mexe com o solo, com a água e com a própria capacidade de a floresta se regenerar. Nessas áreas, a maior parte dos nutrientes não fica “guardada” no solo, mas circula rapidamente entre folhas, raízes e matéria orgânica. Quando a vegetação é retirada, essa ciclagem de nutrientes se rompe, e o solo fica exposto, pobre e mais sujeito à erosão. É por isso que a alternativa B está correta. Ao eliminar a cobertura florestal, o desmatamento favorece a destruição dos solos, porque a chuva bate direto no terreno, os nutrientes são levados embora e a fertilidade despenca. A floresta tropical funciona como uma engrenagem muito bem ajustada: tira uma peça, e o sistema começa a falhar. A banca CESPE/CEBRASPE costuma cobrar exatamente essa lógica ambiental: floresta amazônica e demais florestas úmidas não são sustentadas por solos naturalmente ricos, mas por um equilíbrio ecológico delicado. Então, quando a vegetação nativa vai embora, o estrago aparece no solo, na biodiversidade e no clima local. Em resumo: desmatar floresta tropical e equatorial no Brasil geralmente não “melhora” o ambiente nem cria um sistema produtivo estável. Ao contrário, rompe o ciclo natural de nutrientes e degrada o solo, que é justamente a ideia central da questão.