Considerando o histórico de ocupação de terras em Rondônia, assinale a opção correta.
- A)A ocupação urbana primordial motivou a construção do Forte Príncipe da Beira, que serviu de acomodação aos primeiros colonos responsáveis pela expansão citadina no que se tornaria o Território de Guaporé.
Errada, porque o Forte Príncipe da Beira não foi construído para acomodar colonos urbanos, mas para defesa da fronteira e controle estratégico do território.
- B)A ocupação do Território de Guaporé iniciou-se com o auge do ciclo da borracha, no século XIX, quando os seringalistas aperfeiçoaram a produção da chamada goma elástica.
Errada, porque o ciclo da borracha não iniciou a ocupação de Guaporé e, além disso, a borracha ganhou força muito mais no fim do século XIX e início do XX.
- C)O processo de colonização das terras rondonienses está historicamente associado à descoberta de ouro no território, quando despertou a atenção dos portugueses às entradas de bandeiras pelo vale do Guaporé.
Certa, pois a colonização da área está ligada ao ciclo do ouro, às expedições pelo vale do Guaporé e à presença portuguesa na fronteira.
- D)A produção de borracha, a exploração da mão de obra nativa e a espoliação de terras indígenas são contextos históricos ocorridos no centro-norte da Bolívia, no atual departamento da capital Trinidad.
Errada, porque mistura elementos históricos de outros espaços amazônicos e desloca o contexto para a Bolívia, sem corresponder à ocupação de Rondônia.
- E)Os denominados soldados da borracha, recrutados, pelo governo nacional-desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, eram migrantes nordestinos, que fugiam da seca em busca de uma vida melhor.
Errada, porque os soldados da borracha foram majoritariamente nordestinos recrutados na Segunda Guerra Mundial, não no governo Juscelino Kubitschek.
Gabarito: C
A ocupação do atual território de Rondônia não começou com cidade grande, nem com borracha em primeiro lugar. O movimento mais antigo de presença colonial na região remonta ao ciclo do ouro, no século XVIII, quando a Coroa portuguesa passou a olhar com mais atenção para o vale do Guaporé e para as rotas de entrada no interior. Isso puxou expedições, povoamento disperso e ações de defesa da fronteira, como a construção do Forte Príncipe da Beira. Depois, a região ganhou novo impulso com outros processos, especialmente o ciclo da borracha, já entre o fim do século XIX e o início do XX, e com a migração estimulada por políticas de ocupação da Amazônia. Mas isso é etapa posterior, não o ponto de partida da colonização rondôniense. Em história regional, a cronologia importa muito: trocar ouro por borracha aqui é cair numa pegadinha clássica. Por isso, a alternativa C está correta ao relacionar a colonização das terras rondonienses à descoberta de ouro e à atenção portuguesa sobre o vale do Guaporé, por onde circularam bandeiras e expedições. Esse processo ajudou a consolidar a presença luso-brasileira na fronteira oeste, em uma lógica bem conhecida da ocupação amazônica: exploração econômica, defesa territorial e avanço gradual do povoamento.