As alternativas sustentáveis, viáveis e imediatas para viabilizar o aumento da eficiência do modal rodoviário brasileiro incluem
- A)o alargamento das rodovias, para que comportem mais carros.
Errada, porque alargar rodovias costuma incentivar mais carros e não resolve o congestionamento de forma sustentável.
- B)a construção, nas grandes cidades, de ciclovias para a população.
Errada, pois ciclovias são importantes para mobilidade urbana, mas não são a medida principal para aumentar a eficiência do modal rodoviário brasileiro como um todo.
- C)o investimento no transporte público de massa, rodoviário e metroviário.
Certa, porque investir em transporte público de massa reduz a quantidade de veículos individuais e melhora a fluidez e a capacidade de deslocamento urbano.
- D)o subsídio estatal dos combustíveis, a fim de universalizar o transporte particular.
Errada, porque subsidiar combustível estimula o uso do carro particular e piora a congestionamento, em vez de resolvê-lo.
- E)o desenvolvimento da biomassa, que reduzirá a poluição atmosférica urbana.
Errada, porque biomassa pode ajudar na matriz energética, mas não é uma उपाय immediate e direta para melhorar a eficiência do transporte rodoviário urbano.
Gabarito: C
A questão cobra uma ideia bem clássica em urbanização e mobilidade: para melhorar de verdade a eficiência do transporte rodoviário no Brasil, não basta fazer o carro andar mais, é preciso tirar pressão das vias e aumentar a capacidade de deslocamento coletivo. Em cidade grande, quando todo mundo depende do automóvel, o trânsito vira um estacionamento em movimento, e aí a eficiência vai embora junto com a paciência. Por isso, a saída mais sustentável, viável e imediata costuma ser o investimento em transporte público de massa, especialmente em sistemas rodoviários de alta capacidade, como corredores de ônibus, BRT e integração com metrô e trens urbanos. Isso reduz o número de veículos individuais nas ruas, melhora a fluidez e atende mais gente com menor custo por passageiro. O ponto central é que eficiência não significa só “passar mais carros”; significa transportar mais pessoas, com menos congestionamento, menos emissão e melhor aproveitamento da infraestrutura existente. É exatamente essa lógica que torna a alternativa C correta. Em termos de política urbana, essa visão conversa com a prioridade dada à mobilidade sustentável na Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012), que privilegia modos coletivos e não motorizados como forma de organizar o deslocamento nas cidades.