Como governador da capitania de Mato Grosso, que englobava o território que viria a ser Rondônia, Dom Antônio Rolim de Moura Tavares notabilizou-se por
- A)comandar a demarcação das fronteiras da região, seguindo as decisões do Tratado de Madri.
Correta, porque Rolim de Moura se destacou na demarcação e consolidação das fronteiras da região conforme a lógica do Tratado de Madri.
- B)submeter-se a exigências bolivianas de desocupação da margem direita do rio Guaporé.
Errada, porque ele não se submeteu à desocupação boliviana; ao contrário, atuou para afirmar a presença portuguesa na área.
- C)recusar-se a permitir a criação de núcleos populacionais para garantir a paz na região.
Errada, porque sua atuação foi de ocupação e organização do território, e não de impedir núcleos populacionais.
- D)expulsar os bandeirantes paulistas que entraram nas terras sob sua jurisdição.
Errada, porque os bandeirantes paulistas foram parte do processo de penetração territorial, não o grupo que ele ficou conhecido por expulsar.
- E)optar por não construir qualquer posto de vigilância ou fortificação na área.
Errada, porque a política adotada foi justamente de vigilância, ocupação e fortificação da área, não de omissão.
Gabarito: A
Dom Antônio Rolim de Moura Tavares foi uma figura central na ocupação portuguesa da região que depois formaria Rondônia. Como governador da capitania de Mato Grosso, ele atuou em um momento em que Portugal precisava transformar posse de papel em presença real no território, porque fronteira sem gente, posto e circulação vira convite para disputa. Por isso, sua atuação ficou marcada pela organização e defesa da área do rio Guaporé, com atenção às linhas fixadas pelos acordos luso-espanhóis. A referência histórica mais importante aqui é o Tratado de Madri, de 1750, que adotou o princípio do uti possidetis, isto é, a terra fica com quem de fato ocupa e administra. Nesse contexto, Rolim de Moura foi importante na demarcação e consolidação das fronteiras, especialmente na região do Guaporé, ajudando Portugal a afirmar sua presença no extremo oeste colonial. A banca gosta de trocar a ideia principal por ações contrárias ou exageradas. Então, em vez de pensar em recuo, abandono ou expulsão de pessoas, pense em ocupação estratégica, demarcação e fortalecimento da presença portuguesa. É a lógica clássica da geopolítica colonial: marcar território para não perdê-lo no mapa e, mais ainda, na prática.