Na Amazônia, a atividade gomífera foi a força motriz da economia regional e proporcionou a conformação de elites com elevado padrão de vida, tão expressivo que lhes dava condições a tentar reproduzir o estilo de vida europeu. Esse momento de apogeu ficou conhecido como belle époque e marcou a sociedade da região. Internet: https://periodicos.ufpa.br/(com adaptações) Acerca dos ciclos da borracha na região amazônica, assinale a opção correta. .
- A)O segundo ciclo da borracha teve motivações internas e externas indistintas das do primeiro ciclo, acontecido entre os séculos XIX e XX.
Errada: o segundo ciclo teve contexto e motivações diferentes do primeiro, sobretudo por causa da Segunda Guerra Mundial e da Batalha da Borracha.
- B)O primeiro ciclo amazônico da borracha teve Belém e Manaus como principais entrepostos comerciais e articulatórios com o mercado externo.
Certa: no primeiro ciclo, Belém e Manaus funcionaram como principais entrepostos de escoamento e ligação com o mercado externo.
- C)A competitividade com a produção asiática fez a atividade extrativa da borracha aumentar sua produção e sua participação nas exportações.
Errada: a competição asiática derrubou a borracha amazônica, em vez de ampliar sua produção e participação nas exportações.
- D)O maior pico de exportação da borracha aconteceu durante o mandato do presidente Juscelino Kubitschek.
Errada: o maior pico de exportação ocorreu antes, no auge do primeiro ciclo, e não no governo Juscelino Kubitschek.
- E)A importância do primeiro ciclo da borracha fez esse produto ultrapassar as exportações de café, até então o principal produto do país.
Errada: a borracha foi muito importante, mas não superou o café como principal produto de exportação do Brasil.
Gabarito: B
A borracha amazônica virou um dos grandes motores da economia regional no fim do século XIX e começo do XX, quando a demanda internacional explodiu com a industrialização e, depois, com o uso crescente da borracha na indústria e nos transportes. Foi o período da chamada belle époque amazônica, marcado por luxo nas elites de Belém e Manaus, obras urbanas e forte ligação com o mercado externo. No primeiro ciclo, a extração se concentrou principalmente na Amazônia brasileira e a borracha saía por centros que funcionavam como grandes entrepostos comerciais. Belém e Manaus foram as portas de saída dessa riqueza, articulando a produção regional com a exportação para fora do país. Isso é justamente o que a alternativa B descreve. Depois veio o segundo ciclo, já no contexto da Segunda Guerra Mundial, quando houve a chamada Batalha da Borracha. A lógica aí foi outra: havia demanda estratégica dos Estados Unidos e interesse do governo brasileiro em ampliar a produção, então não dá para dizer que as motivações foram indistintas das do primeiro ciclo. Um detalhe importante para prova: a borracha amazônica perdeu espaço com a concorrência asiática, especialmente das plantações organizadas pelos ingleses no Sudeste Asiático. Ou seja, a produção amazônica não ganhou competitividade por causa disso, ela sofreu pressão e declínio. E, mesmo no auge, a borracha não ultrapassou o café como principal produto de exportação do Brasil.