Diferentes projeções cartográficas foram desenvolvidas para permitir a representação da esfericidade terrestre em um plano, cada uma priorizando determinado aspecto da representação. A projeção que altera tanto as formas quanto as áreas dos continentes, na qual os paralelos são retos, mas os meridianos são curvados como se acompanhassem a esfera terrestre, é a projeção
- A)cônica.
Errada: a projeção cônica é mais usada para representar áreas de médias latitudes e não é a descrição clássica de meridianos curvos com paralelos retos em um mapa-múndi de compromisso.
- B)de Robinson.
Certa: a projeção de Robinson é uma projeção de compromisso, com paralelos retos e meridianos curvos, alterando ao mesmo tempo formas e áreas.
- C)azimutal.
Errada: a projeção azimutal costuma ser centrada em um ponto e não corresponde ao padrão descrito para a representação global com paralelos retos.
- D)de Peters.
Errada: a projeção de Peters é equivalente na área, mas distorce bastante as formas, sem ser a projeção de compromisso citada no enunciado.
- E)de Mercator.
Errada: a projeção de Mercator preserva ângulos e direções locais, mas distorce muito as áreas, o que não é a característica pedida.
Gabarito: B
Quando a Terra vira mapa, a pergunta-chave é: o que a projeção quer preservar? Algumas protegem áreas, outras formas, outras distâncias ou direções. Só que nenhuma faz milagre, porque sempre existe algum tipo de distorção. Em cartografia, isso é o normal do jogo: escolher o que vai ser mais fiel e aceitar o que vai ficar tortinho. A projeção de Robinson é uma projeção de compromisso, criada para dar uma aparência visual mais equilibrada ao mapa-múndi. Ela não preserva nem áreas nem formas de modo perfeito, mas suaviza as deformações para deixar o mapa mais harmonioso. Por isso, os continentes ficam com formas e tamanhos alterados ao mesmo tempo, e os meridianos aparecem curvos, enquanto os paralelos permanecem retos. É exatamente isso que a questão descreve. Como a projeção altera tanto as formas quanto as áreas dos continentes, sem buscar fidelidade absoluta em nenhum desses aspectos, ela é a Robinson. Esse tipo de projeção é muito usado em atlas e mapas temáticos gerais, justamente por oferecer uma representação visual mais agradável e equilibrada. As projeções de Mercator e Peters são clássicas em provas, mas cada uma puxa para um lado: Mercator preserva ângulos e distorce áreas, enquanto Peters tenta preservar áreas e alonga as formas. A Robinson fica no meio do caminho, e é essa característica de compromisso que derruba muita gente na hora da prova.