O desemprego estrutural, chamado também de tecnológico, ocorre no contexto em que a mão de-obra humana passa a ser substituída por novas e sofisticadas tecnologias. Por essa razão, é um fator de desemprego que muitas vezes torna-se irreversível, uma vez que máquinas substituem o trabalho humano e dificilmente o emprego para a função substituída voltará a existir. Internet:<brasilescola.uol.com.br> (com adaptações). O desemprego estrutural tem como consequência o aumento
- A)de empregos mais duradouros.
Errada, porque o desemprego estrutural tende a reduzir a estabilidade e a duração dos empregos, e não a aumentá-la.
- B)da população das áreas rurais.
Errada, pois o enunciado trata de substituição de mão de obra por tecnologia, algo ligado principalmente ao meio urbano e industrial.
- C)dos custos de produção.
Errada, porque a automatização costuma diminuir custos de produção no longo prazo, não aumentá-los.
- D)do número de vagas no setor industrial.
Errada, já que a automação normalmente reduz postos na indústria, em vez de ampliar o número de vagas.
- E)do trabalho informal nas cidades.
Certa, pois a perda de empregos formais causada pela substituição tecnológica costuma empurrar trabalhadores para a informalidade urbana.
Gabarito: E
O desemprego estrutural, ou tecnológico, aparece quando a economia muda de forma mais rápida do que a capacidade de adaptação dos trabalhadores. Em outras palavras: a vaga some porque a função foi automatizada, digitalizada ou reorganizada, e não porque a pessoa simplesmente não quis trabalhar. É aquele tipo de desemprego que vem com cara de modernização, mas deixa muita gente correndo atrás de requalificação. Na globalização, isso acontece com frequência porque empresas buscam produtividade, redução de custos e maior competitividade. Máquinas, softwares e sistemas automatizados passam a substituir tarefas repetitivas, especialmente em setores industriais e de serviços. O problema é que nem todo trabalhador consegue migrar imediatamente para outra ocupação, então parte da mão de obra vai parar em atividades mais precárias. Por isso, a consequência típica é o aumento do trabalho informal nas cidades. Se a pessoa perde o emprego formal e não consegue se recolocar rapidamente, muitas vezes passa a vender serviços, fazer bicos ou trabalhar sem carteira assinada. Esse é um efeito clássico da modernização econômica sem absorção suficiente da força de trabalho. A banca CESPE/CEBRASPE costuma cobrar essa lógica bem direta: avanço tecnológico pode elevar produtividade, mas também reduzir empregos formais menos qualificados. Então, quando a questão fala em desemprego estrutural e pede uma consequência, pense logo em informalidade urbana, subemprego e precarização do trabalho.