No que se refere à composição da matriz energética brasileira, assinale a opção correta.
- A)O uso em larga escala de fontes de energia não renováveis coloca a matriz energética brasileira em um patamar de forte impacto ao meio ambiente.
Errada, porque apesar de haver uso relevante de fontes não renováveis, a matriz energética brasileira não pode ser resumida como de forte impacto ambiental, já que há grande participação de renováveis.
- B)A produção de cana-de-açúcar destina-se tanto ao setor de alimentos quanto ao energético, com a produção de álcool para uso em automóveis; seu bagaço, entretanto, é um rejeito não aproveitado e descartado na natureza.
Errada, porque o bagaço da cana é aproveitado, sobretudo para geração de energia e calor, e não é um rejeito simplesmente descartado.
- C)As fontes de energia renováveis, principalmente a hidrelétrica, têm expressiva participação na matriz energética brasileira.
Certa, porque a matriz energética brasileira tem expressiva participação de fontes renováveis, com destaque para a hidrelétrica.
- D)Os conflitos de uso da água para abastecimento, irrigação e geração de energia colocam esse recurso na categoria de recurso não renovável e têm diminuído a participação do setor hidrelétrico na geração de energia.
Errada, porque conflitos de uso da água não a tornam recurso não renovável, e a participação hidrelétrica não vem sendo reduzida por esse motivo de forma geral.
- E)A energia eólica tem baixa participação na matriz energética brasileira e o seu alto custo tem impedido a expansão da participação dessa fonte de energia na matriz energética nacional.
Errada, porque a energia eólica vem ganhando espaço no Brasil e seu custo já não impede, de forma geral, a expansão da fonte na matriz.
Gabarito: C
A matriz energética é o retrato de quais fontes de energia um país usa para gerar energia em geral, e no Brasil ela tem uma característica bem marcante: a presença forte de fontes renováveis, especialmente a hidroeletricidade. Isso não significa que o país viva só de energia limpa, mas que, em comparação com muitas outras economias, a participação de renováveis é alta. É por isso que a banca costuma explorar essa diferença entre matriz energética e matriz elétrica: a primeira é mais ampla, e a segunda costuma ter participação ainda maior de hidrelétricas. No caso brasileiro, a água tem um peso enorme na geração de eletricidade, graças ao grande potencial hidrelétrico do território. Além disso, aparecem com relevância a biomassa da cana, o etanol, a lenha em alguns usos e, mais recentemente, a eólica e a solar. Então, quando a questão afirma que as fontes renováveis, principalmente a hidrelétrica, têm expressiva participação na matriz energética brasileira, ela está descrevendo exatamente o traço mais conhecido da nossa matriz. As outras alternativas misturam verdades parciais com exageros ou erros clássicos. O Brasil ainda depende bastante de petróleo e derivados, mas não se pode dizer que a matriz toda esteja em forte patamar de alto impacto ambiental por isso. E o bagaço da cana não é lixo jogado fora: ele é aproveitado, por exemplo, na cogeração de energia nas usinas. A água também não deixa de ser renovável por disputa de uso, embora possa haver escassez e conflitos de gestão. Em concursos, vale guardar a regra de ouro: a matriz energética brasileira é mais renovável que a média mundial, e a hidroeletricidade é o grande destaque. É um daqueles casos em que a banca adora testar se você sabe olhar o quadro geral sem cair nas pegadinhas do "todo", do "nunca" e do "sempre".