Como todo estado da Federação com forte agricultura, o Paraná passa por dificuldades sempre que fenômenos meteorológicos como excesso de chuvas ou secas prolongadas atingem a região Sul. Esse tipo de fenômeno prejudica a produção do estado e traz prejuízos para a economia geral, já que a agricultura é quem lidera as exportações e grande parte do comércio do estado do Paraná com os demais estados brasileiros, e mesmo do comércio entre cidades do próprio estado. Internet:<aen.gov.pr>(com adaptações). Considerando o contexto apresentado, assinale a opção que apresenta uma forma sustentável e barata de manter a alta produtividade agrícola.
- A)retirada da vegetação natural para o plantio agrícola nos períodos de seca
Errada, porque retirar a vegetação natural para ampliar o plantio agride o ambiente, aumenta a erosão e não é uma solução sustentável.
- B)utilização de equipamentos agrícolas modernos para o plantio mais rápido
Errada, porque mecanização moderna pode aumentar eficiência, mas não resolve sozinha o problema ambiental da conservação do solo e nem é a opção mais barata da lista.
- C)semeadura diretamente no solo, sem retirar a palhada do plantio anterior
Certa, porque descreve o plantio direto, sistema que preserva a palhada, reduz erosão, conserva umidade e mantém a produtividade com menor custo.
- D)realização de queimadas e aproveitamento das cinzas para novo plantio
Errada, porque queimadas empobrecem o solo, liberam poluentes e representam prática ambientalmente nociva, não sustentável.
- E)utilização de pivô central de irrigação para aspergir água em todo o plantio
Errada, porque pivô central pode aumentar a produção, mas exige investimento alto e custo operacional elevado, contrariando a ideia de ser barato.
Gabarito: C
Quando a questão fala em manter alta produtividade agrícola de forma sustentável e barata, ela está puxando você para o manejo do solo, não para soluções caras ou agressivas ao ambiente. Em regiões como o Paraná, onde a agricultura pesa muito na economia, o produtor precisa reduzir perdas com erosão, conservar umidade e proteger a fertilidade do terreno. É aí que entra o plantio direto, uma técnica muito cobrada em Geografia e Agropecuária. No plantio direto, a semeadura é feita sem revolver o solo e sem retirar a palhada da cultura anterior. Essa camada de restos vegetais funciona como uma cobertura protetora, ajudando a manter a umidade, reduzir o impacto da chuva, controlar erosão e melhorar a estrutura do solo. Resultado: mais estabilidade produtiva, menos gasto com preparo do terreno e mais sustentabilidade. Por isso o gabarito é a alternativa C. Ela descreve exatamente esse sistema, que é amplamente adotado no Brasil, especialmente em áreas de grande produção de grãos. Em termos práticos, é uma solução eficiente porque conserva recursos naturais e diminui custos operacionais, sem a necessidade de medidas artificiais e caras para compensar problemas que o próprio solo poderia evitar. Já as outras opções apresentam práticas inadequadas ou pouco sustentáveis, como desmatamento, queimadas ou irrigação de alto custo. A banca costuma cobrar esse contraste entre técnica conservacionista e práticas predatórias ou economicamente pesadas. Se você lembrar de solo coberto por palhada e sem revolvimento, já matou a questão.