A divisão urbano-regional do Brasil proposta pelo IBGE (2013) apresenta três níveis escalares de articulação urbana do território brasileiro: as regiões ampliadas, as regiões intermediárias e as regiões imediatas. A respeito dessa divisão urbano-regional, assinale a opção correta.
- A)A divisão urbano-regional do Brasil leva em conta a distribuição das metrópoles por cada estado e a quantidade de população concentrada nessas aglomerações urbanas.
Errada, porque a regionalização do IBGE não se baseia na simples distribuição de metrópoles por estado nem apenas na quantidade de população concentrada.
- B)O Brasil apresenta uma divisão urbano-regional pouco articulada em nível federativo e econômico, pois a economia nacional apresenta níveis diferenciados de desenvolvimento e articulação entre sistemas urbanos sem a necessária complementaridade socioeconômica.
Errada, pois a divisão do IBGE justamente busca evidenciar a articulação entre os sistemas urbanos e a complementaridade territorial, e não negar essa articulação.
- C)As regiões ampliadas de articulação urbana são constituídas por 14 sistemas urbanos-regionais que têm o protagonismo dos fluxos socioeconômicos no processo contínuo de estruturação do território nacional.
Certa, porque as regiões ampliadas de articulação urbana correspondem a grandes sistemas urbano-regionais, organizados pelos fluxos socioeconômicos que estruturam o território nacional.
- D)As regiões imediatas de articulação urbana correspondem aos sistemas urbano-regionais que refletem a acessibilidade e a capacidade de atender a demanda de produtos e serviços em escala nacional.
Errada, porque a descrição dada mistura a escala das regiões imediatas com uma função mais ampla de alcance nacional, que não é dessa categoria.
- E)As regiões intermediárias de articulação urbana correspondem aos sistemas urbanos formados por municípios que integram nós logísticos, ou seja, a confluência de diversos tipos de modais de transporte regional.
Errada, porque regiões intermediárias não são definidas por nós logísticos e confluência de modais de transporte, mas por articulação urbana em escala regional.
Gabarito: C
A divisão urbano-regional do IBGE, de 2013, foi pensada para mostrar como as cidades se articulam entre si e organizam o território brasileiro em diferentes escalas. A ideia não é só contar cidades grandes, mas enxergar os fluxos de pessoas, mercadorias, serviços, trabalho e comando que conectam os municípios. É por isso que o IBGE separa o país em regiões ampliadas, intermediárias e imediatas: cada uma revela um nível diferente dessa rede urbana. As regiões imediatas mostram o cotidiano mais próximo da população, com deslocamentos para serviços e atividades de influência local, geralmente polarizadas por centros urbanos menores ou médios. As intermediárias já têm maior alcance e costumam reunir várias regiões imediatas em torno de centros urbanos mais fortes, com papel regional mais amplo. Já as regiões ampliadas representam uma leitura mais abrangente da articulação urbana no país. Elas reúnem grandes sistemas urbanos e destacam os fluxos socioeconômicos que estruturam o território em escala nacional. É justamente essa lógica que aparece na alternativa C: a divisão considera 14 sistemas urbanos-regionais, com protagonismo dos fluxos socioeconômicos na organização contínua do espaço brasileiro. Então, o ponto central aqui é entender que o IBGE não está fazendo uma divisão administrativa, e sim uma regionalização funcional, baseada em conexões reais entre cidades. Em prova, sempre desconfie de alternativas que trocam escala, confundem funções das regiões ou misturam rede urbana com critérios puramente populacionais ou logísticos.