O desmatamento é a retirada total ou parcial da vegetação. Um forte exemplo do desmatamento no Brasil ocorreu na Mata Atlântica, desmatada para a obtenção de madeiras, plantação e ampliação de cidades. Internet: <aiesec.org.br> (com adaptações). Segundo a Associação Internacional de Estudantes de Ciências Econômicas e Comerciais (AIESEC), um dos maiores problemas ambientais do Brasil é o volume do desmatamento. Do ponto de vista socioeconômico, no contexto atual, o desmatamento
- A)atinge diretamente as florestas brasileiras, mas é necessário para o desenvolvimento do país.
Errada, porque o desmatamento não é necessário para o desenvolvimento do país e, em regra, compromete justamente as bases ambientais que sustentam esse desenvolvimento.
- B)leva a caminhos de reflexão, análise e busca por ações voltadas à sustentabilidade ambiental como alternativa para o desenvolvimento.
Certa, porque relaciona o desmatamento à necessidade de repensar o modelo de desenvolvimento com foco em sustentabilidade ambiental.
- C)vem sendo a saída mais sustentável para a minimização da desigualdade entre os povos da floresta.
Errada, porque o desmatamento não é uma saída sustentável nem reduz desigualdade entre povos da floresta; ao contrário, tende a agravá-las.
- D)afeta puramente a população do campo, já que a derrubada das árvores modifica o clima e afeta a agropecuária.
Errada, porque o desmatamento não afeta apenas a população do campo, já que também altera o clima, a água, a cidade e toda a dinâmica econômica.
- E)vem sendo controlado, com o volume vegetal remanescente conforme o previsto na lei.
Errada, porque o desmatamento no Brasil continua sendo um problema relevante e não pode ser tratado como algo já controlado dentro do previsto em lei.
Gabarito: B
O desmatamento é a retirada total ou parcial da vegetação nativa, e no Brasil ele aparece de forma histórica e intensa em biomas como a Mata Atlântica e a Amazônia. Na prática, ele não afeta só a árvore em si: mexe com solo, água, clima, biodiversidade e com a vida de quem depende diretamente da floresta. Ou seja, o problema é ambiental, mas também social e econômico, então o assunto cai muito em Geografia quando a banca quer ligar natureza e sociedade. No passado, muita área foi derrubada para extração de madeira, expansão agrícola e crescimento urbano. Hoje, o debate mudou: desmatar não pode ser visto como solução fácil de desenvolvimento, porque gera perda de serviços ambientais e aumenta conflitos pelo uso da terra. O ponto central é pensar em sustentabilidade, isto é, produzir e crescer sem destruir o suporte natural que mantém a própria economia funcionando. Por isso o gabarito é a alternativa B. Ela traduz exatamente a leitura socioeconômica contemporânea: o desmatamento leva à reflexão sobre os limites do modelo de ocupação do território e à busca de ações voltadas à sustentabilidade ambiental como caminho para o desenvolvimento. Essa visão conversa com a ideia de desenvolvimento sustentável, amplamente adotada em políticas ambientais e compatível com a proteção prevista na Constituição Federal, especialmente no art. 225, que assegura a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Em resumo: desmatar pode até gerar ganho imediato para alguns setores, mas cobra a conta depois, e ela costuma vir alta. A banca gosta desse tipo de raciocínio porque mistura impacto ambiental com consequência social e econômica, sem cair na tentação de tratar a natureza como se fosse estoque infinito.