A necessidade de reproduzir com fidelidade os elementos e fenômenos do espaço geográfico levou os cartógrafos a desenvolver regras visuais para as representações gráficas. No que se refere a essas regras, assinale a opção correta.
- A)Um mesmo fenômeno pode ser representado por mais de um sinal.
Errada, porque um mesmo fenômeno pode até ser representado por sinais diferentes em contextos distintos, mas isso não é a regra básica cobrada para a relação visual.
- B)As variações qualitativas se traduzem pela variação do tamanho dos sinais.
Errada, porque variações qualitativas costumam ser indicadas por diferença de forma, cor ou orientação, e não principalmente pelo tamanho.
- C)Um valor forte ou fraco se traduz por um sinal forte ou fraco, respectivamente.
Certa, porque um valor forte ou fraco é representado por um sinal forte ou fraco, isto é, por variação de intensidade visual.
- D)As três relações fundamentais das representações gráficas são objetividade, movimento e quantidade.
Errada, porque as relações fundamentais das representações gráficas não são objetividade, movimento e quantidade, mas princípios ligados à organização visual dos dados.
- E)As variações de quantidade de um fenômeno podem ser visualizadas por meio da alteração da forma dos sinais.
Errada, porque variações de quantidade costumam ser mostradas por tamanho, densidade ou intensidade, e não pela alteração da forma.
Gabarito: C
Quando voce estuda cartografia temática, uma ideia central é que cada tipo de informação pede uma forma visual adequada. Essa lógica vem, sobretudo, das variáveis visuais de Jacques Bertin: tamanho, valor, granulação, cor, orientação, forma e posição. Cada uma serve melhor para um tipo de relação entre os dados, e a banca adora misturar isso com termos parecidos. Na questão, a palavra-chave é "valor forte ou fraco". Em cartografia, valor se refere ao grau de claro-escuro, isto é, à intensidade visual de um sinal. Um elemento mais forte ou mais fraco na representação corresponde exatamente a um sinal mais intenso ou menos intenso. Por isso, a alternativa C está correta: ela traduz corretamente a relação entre a característica do fenômeno e o recurso gráfico usado. As outras alternativas trocam as funções das variáveis visuais. Quantidade costuma aparecer por tamanho ou por densidade, e não por forma. Já variações qualitativas normalmente pedem diferenças de forma, cor ou orientação, dependendo do caso, mas não de tamanho. E as relações fundamentais das representações gráficas não são "objetividade, movimento e quantidade", mas sim as relações clássicas de Bertin, ligadas a ordem, diferença e proporção. Em prova, pense assim: a cartografia não desenha "de qualquer jeito". Ela usa um código visual com regras bem definidas para que o mapa comunique sem confundir. É o mapa falando a língua do dado.