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Geografia · CESPE/CEBRASPE · 2021

Questão comentada de Geografia

A cidade é uma gigantesca fábrica de homens modernos. Com base nessa certeza, o projeto nacional-desenvolvimentista formulou — no Brasil e em quase toda a América Latina —, durante as décadas de 50 e 60 do século passado, uma grande questão e avivou uma grande esperança: como o Estado pode construir uma sociedade cultural e politicamente moderna? O projeto nacional-desenvolvimentista carregava consigo a grande esperança de extensão ampla dos benefícios econômicos, políticos e sociais da modernidade a toda a sociedade brasileira. Internet: <memorialdademocracia.com.br> (com adaptações). O desenvolvimentismo brasileiro formulou uma visão econômica politicamente engajada no país, e uma das suas ideias mais fortes, diante da sua implantação, e que melhor se encaixa como slogan para a época seria:

Gabarito: D

O desenvolvimentismo brasileiro ganhou força sobretudo entre os anos 1950 e 1960, com a ideia de que o Estado deveria liderar a modernização econômica e puxar a industrialização. A lógica era simples: um país pobre e desigual não sairia do atraso só com boas intenções ou com o mercado andando sozinho. Era preciso criar base industrial, infraestrutura, empregos urbanos e ampliar o consumo interno. Nesse contexto, a indústria aparecia como a grande alavanca do progresso. A fábrica não era vista apenas como um lugar de produção, mas como um motor capaz de transformar a sociedade, reduzir a dependência externa e abrir caminho para o desenvolvimento nacional. Por isso, o discurso desenvolvimentista misturava economia e política: industrializar era quase um projeto de nação. É exatamente aí que a alternativa D acerta. Ela resume a ideia central daquela época: a industrialização seria a via para superar a pobreza e o subdesenvolvimento. Essa era a promessa do nacional-desenvolvimentismo, muito associada a autores e formuladores como Celso Furtado, para quem o subdesenvolvimento não se resolvia sozinho e exigia intervenção planejada do Estado. As demais alternativas escorregam para outros caminhos: capital externo como salvação, confiança exclusiva no capital nacional, ou aposta na exportação e na mecanização agrícola. Tudo isso pode ter aparecido no debate econômico, mas não traduz o slogan mais típico do desenvolvimentismo clássico brasileiro.

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