O Paraná tem 11.433.957 habitantes e é o quinto estado mais populoso do Brasil, atrás apenas de São Paulo (45,9 milhões), Minas Gerais (21,1 milhões), Rio de Janeiro (17,2 milhões) e Bahia (14,8 milhões). Na sexta posição está o Rio Grande do Sul (11,3 milhões). Na comparação com o ano anterior, o total de habitantes do Paraná cresceu abaixo da média do país. Enquanto a população do Brasil subiu 0,792% (de 208,4 milhões para 210,1 milhões), a do Paraná teve alta de 0,749% (de 11,34 milhões para 11,43 milhões). Internet:www.gazetadopovo.com.br(com adaptações). O baixo crescimento populacional do Paraná, em comparação com a média nacional, é explicado pelo(a)
- A)diminuição da população nas áreas rurais e aumento da população urbana desse estado.
Errada, porque a simples diminuição da população rural e o aumento da urbana não explicam diretamente a diferença entre as taxas de crescimento populacional.
- B)aumento da taxa de migração interna do estado, que não entra na estatística.
Errada, porque migração interna entra, sim, na dinâmica demográfica e na contagem populacional; além disso, a alternativa não explica o crescimento abaixo da média nacional.
- C)aumento da taxa de imigração — principalmente da Venezuela —, que não entra na estatística.
Errada, porque imigração de venezuelanos não é o fator central do crescimento populacional do Paraná e, além disso, imigração conta na estatística populacional.
- D)taxa de mortalidade infantil do Paraná, que é elevada, em comparação com a dos demais estados do país.
Errada, porque a mortalidade infantil do Paraná não é a explicação típica para esse caso e, em regra, o principal fator da desaceleração é a queda da fecundidade.
- E)taxa de fecundidade do Paraná, que é menor do que a taxa de fecundidade em outros estados do país.
Certa, porque uma taxa de fecundidade menor reduz o número de nascimentos e desacelera o crescimento populacional do estado.
Gabarito: E
A questão compara o crescimento populacional do Paraná com a média nacional e quer saber por que o estado cresceu menos. A explicação correta está na dinâmica demográfica: quando a taxa de fecundidade cai, nascem menos crianças ao longo do tempo e o ritmo de crescimento da população desacelera. Isso é típico de estados mais urbanizados e com maior acesso a educação, trabalho formal e planejamento familiar. No Brasil, o crescimento populacional vem diminuindo há décadas por causa da transição demográfica, com queda da fecundidade e da mortalidade. O Paraná acompanha esse movimento, mas em geral apresenta fecundidade menor do que a observada em vários outros estados, especialmente os de menor desenvolvimento social, o que ajuda a explicar sua alta populacional abaixo da média nacional. Perceba a armadilha: a questão não está falando de migração, nem de mortes, nem de população urbana e rural. O foco é o motor principal do crescimento natural da população, que é a diferença entre nascimentos e óbitos. Se nascem menos pessoas, o crescimento desacelera, mesmo que o estado continue populoso. Em termos de Geografia da população, essa é uma leitura clássica da transição demográfica: menos filhos por mulher, maior escolarização e urbanização, e população crescendo mais devagar. É o tipo de raciocínio que a banca adora cobrar disfarçado de dado estatístico.