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Geografia · CESPE/CEBRASPE · 2021

Questão comentada de Geografia

A exportação de alimentos marcou a sociedade brasileira do período colonial ao fim da República Velha. Tais bens eram produzidos em grandes propriedades que empregavam trabalhadores escravizados antes da abolição. A historiografia denominou tal estrutura de produção de plantations. Essa estrutura de produção

Gabarito: C

A ideia de plantation ajuda a entender a economia colonial brasileira e boa parte da República Velha: grandes propriedades, produção em monocultura, uso de mão de obra compulsória e foco na exportação. Era um modelo voltado para atender ao mercado externo, e não para diversificar a produção interna. Por isso, ele aparece ligado a ciclos como o açúcar e, depois, o café. O esquema era mais ou menos assim: muita terra, pouca variedade e muita dependência do comércio internacional. No caso do açúcar, a base produtiva no Brasil colonial foi construída com uma cultura trazida de fora, adaptada ao clima tropical e organizada em latifúndios açucareiros. No café, a lógica foi parecida: embora tenha ganhado enorme importância econômica no Brasil, a planta também não era nativa daqui. Então, a alternativa correta é a letra C, porque aponta exatamente essa característica das plantations: a presença de culturas de origem estrangeira, cultivadas em grande escala para exportação. As demais alternativas tentam colocar no passado elementos mais modernos, como pesquisa científica sistemática, substituição do escravismo por trabalho livre por motivos econômicos imediatos, concorrência ampla no mercado interno e uma rede eficiente de transportes. Isso não combina com a estrutura clássica da plantation, que era concentradora, dependente e pouco integrada ao mercado interno. Em termos históricos, ela se encaixa bem no padrão colonial exportador que marcou o Brasil por séculos.

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