O Brasil é um grande importador de combustíveis fósseis e maquinários. E é exportador de produtos agrícolas, que possuem baixo valor agregado. Por isso, manter a balança comercial positiva é um desafio. Ela é o cálculo que representa o valor das exportações menos o das importações. Internet: www.politize.com.br (com adaptações). Depreende-se do texto que, diante da globalização econômica, o Brasil possui
- A)grande fluidez do capital e lucros garantidos com o destaque no volume de exportação dos produtos agrícolas e do maquinário em geral.
Errada, porque o texto não fala em lucros garantidos nem em destaque do maquinário brasileiro, mas em dependência de importações caras e exportações de baixo valor agregado.
- B)estabilidade no processo de compra e venda, por estar sempre com saldo positivo perante o comércio internacional de mercadorias.
Errada, porque o enunciado afirma justamente o contrário de estabilidade: manter saldo positivo é um desafio, não uma situação permanente.
- C)permanente dificuldade econômica, já que o volume exportado de produtos mais baratos não ultrapassa o volume de importação dos produtos mais caros.
Errada, porque exagera ao falar em permanente dificuldade econômica e não descreve com precisão a relação entre o baixo valor das exportações e o alto custo das importações.
- D)grande desigualdade de renda da população, decorrente da exportação dos produtos agrícolas que deveriam alimentar o mercado interno.
Errada, porque a questão trata de balança comercial e globalização, não de desigualdade de renda nem de desvio de alimentos do mercado interno.
- E)trabalho constante para manter a balança comercial em superávit, já que exporta produtos mais baratos e tem que importar produtos mais caros.
Certa, porque resume a dependência brasileira de exportar produtos mais baratos e importar produtos mais caros, o que exige esforço para manter superávit na balança comercial.
Gabarito: E
O texto descreve uma situação bem comum da economia brasileira na globalização: o país vende ao exterior, em grande parte, produtos primários ou de baixo valor agregado, como commodities agrícolas, e compra bens industrializados e combustíveis, que costumam ser mais caros. Quando isso acontece, a conta externa fica apertada, porque entra menos dinheiro por unidade exportada e sai mais dinheiro nas importações. Em outras palavras, o Brasil precisa trabalhar bastante para manter a balança comercial positiva, isto é, em superávit. A balança comercial é simples na fórmula, mas decisiva na prática: exportações menos importações. Se o resultado é positivo, há superávit; se é negativo, há déficit. No caso do enunciado, a ideia central é justamente essa dificuldade de sustentar o superávit quando se exporta barato e se importa caro. É quase como vender bem muitos produtos, mas comprar poucas coisas e, ainda assim, elas custarem muito mais. Por isso, o gabarito é a letra E. Ela traduz exatamente o que o texto diz: o Brasil exporta produtos mais baratos, como agrícolas, e precisa importar produtos mais caros, como combustíveis fósseis e maquinários, o que exige esforço constante para manter a balança comercial em superávit. Esse raciocínio é clássico em Geografia Econômica e aparece muito quando a banca cobra a inserção do Brasil na divisão internacional do trabalho. Se quiser guardar a lógica, pense assim: exportação de baixo valor agregado e importação de alto valor agregado costuma gerar pressão sobre a balança comercial. Não é drama, é contabilidade internacional com cara de prova.