O termo globalização gera intenso debate quanto ao seu significado e suas características centrais. Em meio a essa acalorada discussão, no entanto, foi possível chegar a alguns consensos e um deles refere-se ao fato de que, apesar de a globalização ser um fenômeno mundial, seus impactos são locais e regionais, impulsionando mudanças que se desenvolvem de diferentes formas e com intensidade variada. Internet: www.scielo.br (com adaptações). A globalização como um fenômeno mundial, mas de rebatimentos locais e regionais, tem como consequências
- A)o pleno emprego e o crescimento econômico, com a minimização das desigualdades.
Errada, porque a globalização não assegura pleno emprego nem elimina desigualdades; muitas vezes, ela até aprofunda a concentração de renda e de oportunidades.
- B)a competitividade e o consumo, com a geração de maiores danos ao meio ambiente.
Certa, pois a globalização aumenta a competitividade e o consumo e, com a expansão da produção e do transporte, tende a ampliar os danos ambientais.
- C)o atraso tecnológico e maior fluidez nas comunicações internas.
Errada, porque a globalização está associada ao avanço tecnológico e à maior fluidez das comunicações, não ao atraso.
- D)a alimentação mais natural e saudável e o surgimento de muitos vírus com mais poder de contágio.
Errada, pois a globalização não torna a alimentação mais natural e, embora possa facilitar a circulação de doenças, a alternativa mistura temas sem relação direta com o enunciado.
- E)o fechamento dos países ao investimento externo e o bloqueio econômico.
Errada, porque a globalização faz o oposto: incentiva abertura econômica, fluxo de capitais e investimentos externos, não fechamento dos países.
Gabarito: B
A globalização é um fenômeno de integração mundial, marcado pelo aumento das trocas de bens, serviços, capitais, informações e até hábitos culturais. Mas ela não acontece de forma igual em todo lugar: seus efeitos aparecem no território de maneira desigual, variando conforme a capacidade econômica, tecnológica e política de cada país, região ou cidade. Em outras palavras, o mundo fica mais conectado, mas os impactos caem no chão de forma diferente, como chuva que não molha todo quintal do mesmo jeito. Na prática, isso costuma gerar concentração de riqueza, aceleração do consumo, competitividade entre empresas e países, além de maior pressão sobre os recursos naturais. A lógica global intensifica produção e circulação, mas também amplia problemas como poluição, exploração de matérias-primas e degradação ambiental. Por isso, a globalização não é sinônimo automático de melhoria geral de vida. O gabarito está na letra B porque ela reúne dois efeitos muito típicos desse processo: aumento da competitividade e do consumo, com maior dano ao meio ambiente. A competitividade cresce porque empresas e países disputam mercados em escala mundial; o consumo aumenta porque a circulação de produtos e publicidade se intensifica. Ao mesmo tempo, a produção ampliada e o uso mais intenso de recursos costumam gerar impactos ambientais maiores. As demais alternativas exageram ou invertem a lógica da globalização. Ela não garante pleno emprego, não causa atraso tecnológico, não leva ao fechamento dos países nem produz, em regra, alimentação mais natural e saudável. Em prova, lembre: globalização é integração com desigualdade de efeitos, não um pacote de vantagens para todo mundo.