O Pantanal Mato-Grossense é uma área de transição entre a Amazônia, o Cerrado e o Chaco. Esses ecossistemas são marcados por estações bem definidas, com um período chuvoso, quando o nível dos rios na bacia do Paraguai aumenta e a planície inunda, e com outro período de relativa estiagem. Anualmente, o Pantanal vem sofrendo com queimadas, que são especialmente graves nessa região, no seguinte período do ano:
- A)janeiro/fevereiro
Errada, porque janeiro e fevereiro ficam dentro do período chuvoso, quando a inundação reduz muito a facilidade de propagação do fogo.
- B)abril/maio
Errada, pois abril e maio ainda estão mais ligados à transição para a seca, antes do auge do risco de queimadas.
- C)junho/julho
Errada, porque junho e julho já entram na estiagem, mas normalmente ainda não são o pico mais crítico das queimadas no Pantanal.
- D)agosto/setembro
Certa, pois agosto e setembro correspondem ao auge da seca na região, com vegetação mais ressecada e maior risco de incêndios.
- E)novembro/dezembro
Errada, já que novembro e dezembro costumam se aproximar ou integrar o período chuvoso, o que diminui a intensidade das queimadas.
Gabarito: D
O Pantanal Mato-Grossense tem um ritmo bem marcado pela dança entre cheia e seca. Primeiro vem o período chuvoso, que faz os rios da bacia do Paraguai subir e a planície alagar; depois, com a redução das chuvas, chega a estiagem, quando a vegetação fica mais seca e o fogo encontra um cenário muito mais favorável para se espalhar. É por isso que as queimadas costumam ser mais graves no meio da seca, especialmente entre o fim do inverno e o começo da primavera. Nessa fase, a umidade despenca, a vegetação perde água e qualquer foco de incêndio ganha força rapidamente. No Pantanal, isso costuma aparecer com mais intensidade em agosto e setembro, quando o calor aumenta e a chuva ainda não voltou de forma consistente. A lógica aqui é simples: fogo e umidade não fazem amizade. Quando a água ainda está presente, o risco tende a cair; quando o ambiente seca, o incêndio vira problema grande. Por isso, o período mais crítico para as queimadas no Pantanal é o de estiagem mais forte. Assim, o gabarito D está correto porque agosto/setembro marcam justamente a época mais seca e vulnerável do ano nessa região. Se você lembrar de "seca forte = fogo forte", já matou a questão sem drama.