A formação do explosivo iniciador, conhecido como azida de chumbo, envolve uma reação de dupla-troca entre nitrato de chumbo e azida de sódio. Via de regra, a reação ocorre com nitrato de chumbo em excesso, precipitando a azida de chumbo, explosiva. Considerando que a fabricação de um explosivo iniciador gera efluentes industriais contendo sais de chumbo, a técnica analítica mais indicada para determinar se o fabricante está descartando concentrações de chumbo acima do permitido pela legislação é a(o)
- A)gravimetria.
Correta: a gravimetria é adequada para determinar metais como chumbo por precipitação e pesagem do composto insolúvel.
- B)cromatografia de fase gasosa.
Errada: cromatografia gasosa é mais usada para compostos voláteis e orgânicos, não para sais de chumbo em efluentes.
- C)ressonância magnética nuclear.
Errada: RMN serve principalmente para identificação estrutural, não para quantificar chumbo em análise ambiental rotineira.
- D)cromatografia líquida de alta performance.
Errada: HPLC é muito útil para diversos analitos, mas não é a técnica clássica mais indicada para sais de chumbo em efluentes.
- E)infravermelho.
Errada: infravermelho é mais usado para identificar grupos funcionais e materiais, não para dosar chumbo em solução.
Gabarito: A
Quando a questão fala em efluente industrial com sais de chumbo, você está diante de uma análise de íon metálico em amostra inorgânica. Nessa situação, a técnica clássica e mais direta é a gravimetria: você precipita o analito, isola o sólido, seca e pesa. É o tipo de método que não faz firula - ele mede massa de forma objetiva, o que combina muito bem com metais que formam precipitados pouco solúveis. No caso do chumbo, a lógica é simples: ele pode ser convertido em um composto insolúvel, separado da solução e quantificado pelo peso do precipitado. Isso permite verificar se a concentração descarregada está acima do limite legal. Em controle ambiental de metais pesados, a gravimetria aparece justamente porque entrega boa exatidão e é adequada para espécies que formam compostos estáveis e pouco solúveis. As outras técnicas da lista não são as mais indicadas para esse cenário. Cromatografia gasosa e infravermelho são mais voltados a compostos orgânicos ou à identificação de grupos funcionais; RMN é ferramenta de elucidação estrutural, não de quantificação rotineira de chumbo em efluente; e HPLC é excelente para muitas substâncias, mas não é a escolha clássica para dosar sais de chumbo em água industrial quando a pergunta pede a técnica analítica mais indicada. Em prova, pense assim: se o problema é metal em efluente e a ideia é determinar concentração de forma clássica e confiável, a velha e boa gravimetria costuma ser a campeã. É uma abordagem tradicional de química analítica que continua muito útil justamente por sua simplicidade e robustez.