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Engenharia Mecatrônica · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Engenharia Mecatrônica

Imagens obtidas pela câmera multiespectral (MUX) do satélite sino-brasileiro de recursos terrestres (CBERS-4) são principalmente sensíveis

Gabarito: C

A câmera MUX do CBERS-4 é um sensor óptico multiespectral, ou seja, ela não “mede calor” nem micro-ondas: ela registra a energia solar refletida pelos alvos em diferentes faixas do espectro visível e do infravermelho próximo. Por isso, a imagem depende muito da iluminação disponível na hora da passagem do satélite. Quando o Sol está mais alto ou mais baixo no céu, o caminho da luz na atmosfera muda, e muda também a quantidade de energia que chega ao solo e volta para o sensor. Em termos práticos, o ângulo de elevação solar afeta o brilho, o contraste e a sombra na cena. É por isso que esse tipo de imagem é principalmente sensível ao ângulo de elevação solar na data e no horário da aquisição. A MUX é um sensor passivo, então ela depende da radiação solar refletida pelos alvos. Isso é bem diferente de sensores ativos, como o radar, que emitem sua própria energia e recebem o retroespalhamento. Aqui não tem mistério de concurso: se a câmera precisa da luz do Sol para enxergar, o posicionamento do Sol manda bastante no resultado. Logo, o gabarito C está correto porque a qualidade e a resposta radiométrica das imagens multiespectrais variam diretamente com a geometria de iluminação. Em sensoriamento remoto, essa relação entre sensor, alvo e fonte de energia é básica e cai muito em prova, sobretudo em bancas como a CEBRASPE.

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