Imagens obtidas pela câmera multiespectral (MUX) do satélite sino-brasileiro de recursos terrestres (CBERS-4) são principalmente sensíveis
- A)ao teor de sílica presentes nas plantas, solos e rochas.
Errada: teor de sílica não é a principal variável que define a sensibilidade da câmera, embora certos materiais influenciem a reflectância dos alvos.
- B)ao tipo de polarização da radiação eletromagnética que é registrada pela câmera.
Errada: a MUX é um sensor óptico passivo e não trabalha com tipo de polarização como característica principal de aquisição.
- C)ao ângulo de elevação solar na data e no horário de aquisição de imagens.
Certa: a imagem multiespectral depende da iluminação solar, então o ângulo de elevação do Sol influencia diretamente a energia registrada.
- D)ao ângulo de declinação magnética da Terra.
Errada: declinação magnética da Terra está ligada ao magnetismo terrestre e navegação, não à formação das imagens da câmera.
- E)à quantidade de energia que é retroespalhada pelos alvos na faixa espectral de micro-ondas.
Errada: retroespalhamento em micro-ondas é típico de radar, não de câmera multiespectral óptica como a MUX.
Gabarito: C
A câmera MUX do CBERS-4 é um sensor óptico multiespectral, ou seja, ela não “mede calor” nem micro-ondas: ela registra a energia solar refletida pelos alvos em diferentes faixas do espectro visível e do infravermelho próximo. Por isso, a imagem depende muito da iluminação disponível na hora da passagem do satélite. Quando o Sol está mais alto ou mais baixo no céu, o caminho da luz na atmosfera muda, e muda também a quantidade de energia que chega ao solo e volta para o sensor. Em termos práticos, o ângulo de elevação solar afeta o brilho, o contraste e a sombra na cena. É por isso que esse tipo de imagem é principalmente sensível ao ângulo de elevação solar na data e no horário da aquisição. A MUX é um sensor passivo, então ela depende da radiação solar refletida pelos alvos. Isso é bem diferente de sensores ativos, como o radar, que emitem sua própria energia e recebem o retroespalhamento. Aqui não tem mistério de concurso: se a câmera precisa da luz do Sol para enxergar, o posicionamento do Sol manda bastante no resultado. Logo, o gabarito C está correto porque a qualidade e a resposta radiométrica das imagens multiespectrais variam diretamente com a geometria de iluminação. Em sensoriamento remoto, essa relação entre sensor, alvo e fonte de energia é básica e cai muito em prova, sobretudo em bancas como a CEBRASPE.