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Engenharia Eletrônica · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Engenharia Eletrônica

A máxima transferência de potência de um gerador com resistência interna Ri, com tensão de saída Vs = E – Ri × I e corrente de curto-circuito ICC, ligado a uma carga RL, é obtida quando

Gabarito: E

A ideia central aqui é a clássica condição de máxima transferência de potência: a carga deve “casar” com a resistência interna da fonte. Em circuito puramente resistivo, isso significa que a potência entregue em RL fica máxima quando RL = Ri. É aquele equilíbrio elegante em que a fonte para de “brigar” com a carga e passa a entregar o melhor possível. Pela expressão da tensão de saída, Vs = E - Ri x I, você enxerga que a fonte tem queda interna conforme a corrente aumenta. Se a carga é muito pequena, a corrente sobe demais e a tensão útil despenca. Se a carga é muito grande, a corrente fica baixa e quase não há potência transferida. O ponto ótimo fica exatamente no meio desse jogo: RL igual à resistência interna. Isso não é um capricho de prova, é o teorema de máxima transferência de potência, muito usado em análise de circuitos e em adaptação de impedâncias. Em forma mais geral, para fontes e cargas resistivas, a condição de máximo é RL = Ri. Em corrente alternada, a versão generalizada envolve conjugação de impedâncias, mas aqui o enunciado é de resistências puras. Por isso, o gabarito E está correto. Quando RL = Ri, a carga recebe a maior potência possível daquela fonte real, que não é ideal porque possui resistência interna. A corrente de curto-circuito Icc ajuda a caracterizar a fonte, mas não muda o critério de máximo: o casamento resistivo é o ponto-chave.

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