Um retificador PFC (power factor correction)
- A)estabiliza a tensão de saída.
Errada, porque estabilizar a tensão de saída é função de regulação e controle do conversor, não a definição de um retificador PFC.
- B)converte a corrente de saída de CA para CC.
Errada, porque o retificador faz a conversão de CA para CC na entrada, e não “corrente de saída de CA para CC”, como a alternativa sugere de forma imprecisa.
- C)reduz a eficiência energética do circuito.
Errada, porque o PFC não reduz a eficiência energética; ele busca melhorar o desempenho do sistema e o aproveitamento da energia.
- D)reduz a distorção harmônica total.
Errada, porque a redução de distorção harmônica total pode ser um efeito associado, mas não é a definição principal cobrada para PFC.
- E)corrige o fator de potência para próximo de 1.
Certa, porque a função do PFC é corrigir o fator de potência, aproximando-o de 1 e deixando a corrente absorvida da rede mais compatível com a tensão.
Gabarito: E
Um retificador PFC é usado para fazer o circuito “puxar” da rede uma corrente mais amigável, mais próxima de uma senoide e em fase com a tensão. Na prática, isso melhora o aproveitamento da energia e evita aquela corrente toda torta que só faz a instalação sofrer. Em fontes e conversores modernos, o PFC aparece justamente para reduzir os efeitos ruins da retificação sem controle sobre a rede elétrica. O ponto central aqui é o fator de potência. Quando ele está perto de 1, a energia ativa é aproveitada melhor e a corrente reativa e a distorção ficam menores. Por isso, dizer que o retificador PFC corrige o fator de potência para próximo de 1 descreve exatamente sua função principal. As outras alternativas misturam funções de outros estágios do circuito. Um retificador, mesmo com PFC, não existe para “estabilizar” diretamente a tensão de saída como um regulador faria, nem para converter corrente de saída de CA para CC, porque a conversão principal é da entrada CA para uma forma contínua na saída. Também não faz sentido dizer que ele reduz a eficiência energética; ao contrário, o objetivo é melhorar o desempenho global do sistema. Em termos doutrinários de eletrônica de potência, o PFC é empregado para reduzir a distorção da corrente de entrada, diminuir harmônicos e melhorar o fator de potência. Em provas, a banca costuma cobrar essa ideia básica: PFC não é enfeite, é o “personal trainer” da corrente da rede, deixando-a menos desordenada e mais alinhada com a tensão.