Um órgão público está desenvolvendo um sistema Web para apoiar a prestação de serviços aos cidadãos. Objetivando tornar o sistema mais acessível para pessoas com deficiência, a equipe técnica está seguindo as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG - Web Content Accessibility Guidelines). Um dos cuidados da equipe técnica está relacionado à diretriz que trata da ação de facilitar a operação das funcionalidades pelos usuários, por meio de várias entradas além do teclado. Considerando o WCAG, a equipe técnica deve:
- A)viabilizar a submissão de formulários automaticamente quando o componente que faz a submissão ganhar o foco;
Errada, porque submissão automática ao ganhar foco pode confundir o usuário e gerar ações não intencionais, em vez de facilitar a operação.
- B)dar fluidez ao preenchimento de dados em formulários, submetendo automaticamente dados selecionados em uma lista;
Errada, porque submeter dados automaticamente ao selecionar um item pode prejudicar controle e previsibilidade, especialmente em formulários acessíveis.
- C)substituir componentes do tipo botão por links de dados para submissão de formulários, facilitando o uso por leitores de tela;
Errada, porque trocar botão por link não resolve acessibilidade por si só e ainda pode piorar a semântica correta da ação de envio.
- D)definir uma correspondência entre os nomes dos componentes da interface do usuário e seus rótulos (labels), possivelmente colocando o texto do rótulo no início do nome;
Certa, porque o nome acessível do componente deve corresponder ao rótulo visível, alinhando interface e tecnologias assistivas.
- E)evitar o uso de ícones próximos aos rótulos (labels) e campos de entrada de dados, já que a iconografia carrega conceitos culturais que diferem em cada região.
Errada, porque a presença de ícones próximos a rótulos não é, por si só, um problema de acessibilidade que a WCAG trate dessa forma.
Gabarito: D
A WCAG reúne regras para tornar a navegação e a interação mais inclusivas, especialmente para quem usa leitor de tela, comando de voz, teclado alternativo ou outros recursos de apoio. A ideia da questão é justamente evitar que o usuário encontre um botão com um nome na tela e outro diferente no código, porque isso bagunça a vida de quem depende de tecnologias assistivas. O ponto cobrado é o critério conhecido como "Label in Name". Quando um componente tem um rótulo visível, o nome acessível dele deve conter esse mesmo texto, ou algo muito próximo, para que a pessoa consiga reconhecer e acionar o controle de forma consistente. Em outras palavras: o que aparece para o usuário não pode virar um segredo escondido no sistema. Por isso a alternativa D está correta: ela descreve a correspondência entre o nome do componente e seu label, inclusive com a orientação de manter o texto do rótulo no início do nome, quando possível. Isso favorece leitores de tela e também comandos por voz, porque o usuário pode dizer exatamente o que vê. Esse cuidado é coerente com a WCAG 2.1, critério 2.5.3 (Label in Name). As demais alternativas falam de comportamento inadequado em formulários ou de decisões de interface que não resolvem o problema de acessibilidade tratado aqui. A banca quis testar se voce reconhece que acessibilidade não é enfeite: é consistência entre visual e tecnologia assistiva.