Cláudia precisa estimar o custo do novo software para o setor de logística, e utilizou a metodologia de pontos de função para o cálculo dos recursos financeiros necessários. No entanto, ela observou que muitos custos não eram expressos apenas com a análise das funcionalidades do sistema. Para lidar com esses custos ocultos, Cláudia precisará fazer uma análise adicional, com base na metodologia:
- A)SNAP;
Correta: SNAP é usado para complementar a estimativa por pontos de função, considerando custos e fatores não funcionais que não aparecem na contagem funcional.
- B)WSDL;
Errada: WSDL é uma linguagem de descrição de serviços web, sem relação com estimativa de custos de software.
- C)UDDI;
Errada: UDDI é um padrão de registro e descoberta de serviços web, não uma metodologia de análise de custos.
- D)REST;
Errada: REST é um estilo arquitetural para integração de sistemas, não uma técnica de mensuração de esforço.
- E)CI/CD.
Errada: CI/CD trata de integração e entrega contínuas no pipeline de desenvolvimento, não de estimativa de custos.
Gabarito: A
A análise por Pontos de Função mede bem o tamanho funcional do software, ou seja, o que o sistema faz para o usuário. O problema é que nem todo custo aparece nessa conta: existem fatores como desempenho, usabilidade, confiabilidade, regras de negócio mais complexas, interfaces e outras características que podem aumentar o esforço mesmo sem “crescer” o número de funções. Aí entra o SNAP, que é usado para complementar a estimativa e captar esse tipo de trabalho que fica escondido na contagem tradicional. Na prática, o SNAP ajuda a avaliar requisitos não funcionais e outros aspectos técnicos que não são bem refletidos pelos pontos de função. Ele foi criado justamente para dar uma visão mais completa do esforço de desenvolvimento, especialmente quando a funcionalidade do sistema não conta a história inteira. É aquele momento em que o sistema parece simples no papel, mas na implementação aparecem os “detalhes pequenos” que ninguém avisou e que comem tempo. Por isso o gabarito é a alternativa A. Cláudia já usou pontos de função, mas percebeu custos que não dependem só das funcionalidades. Para essa análise adicional de custos ocultos, ela deve recorrer ao SNAP, que complementa a estimativa funcional com fatores não funcionais e técnicos. Obs.: embora a questão não exija norma específica, a ideia é alinhada à literatura de engenharia de software e à prática de estimativas de tamanho e esforço, em que métricas funcionais e não funcionais se complementam.