O modelo de acessibilidade estabelecido para o Governo Eletrônico tem como um dos eixos principais o respeito às diretrizes estabelecidas pela WCAG (W3C Accessibility Guidelines). Uma diretriz voltada para a utilização do sistema por pessoas com dificuldades cognitivas é:
- A)utilizar ícones, símbolos e termos familiares para os usuários;
Certa, porque usar elementos familiares reduz o esforço de compreensão e ajuda pessoas com dificuldades cognitivas.
- B)acrescentar textos alternativos para imagens que não sejam decorativas;
Errada, porque texto alternativo é diretriz voltada principalmente à acessibilidade de conteúdo não textual, como para leitores de tela.
- C)controlar adequadamente o contraste entre as cores do fundo e do texto;
Errada, porque contraste de cores é uma preocupação ligada sobretudo à percepção visual, não à cognição.
- D)adotar regras de senhas seguras, incluindo letras, números e caracteres especiais;
Errada, porque regras de senha dizem respeito a segurança da autenticação, não à acessibilidade cognitiva.
- E)na ocorrência de erros, apresentar detalhadamente todas as informações disponíveis, e oferecer o maior número possível de alternativas para correção.
Errada, porque a proposta pode até ajudar em alguns casos, mas a diretriz das WCAG não é “informar tudo” e sim tornar a interação mais clara, simples e objetiva.
Gabarito: A
Quando a WCAG fala de acessibilidade, ela não está pensando só em quem usa leitor de tela ou tem baixa visão. Ela também se preocupa com pessoas com dificuldades cognitivas, que se beneficiam de interfaces mais previsíveis, simples e familiares. Em outras palavras: quanto menos a tela parecer um enigma, melhor para quem precisa entender e agir com rapidez. Por isso, uma diretriz importante é usar ícones, símbolos e termos familiares para os usuários. A ideia é reduzir a carga mental, facilitar o reconhecimento em vez da memorização e deixar o sistema mais intuitivo. Isso combina bem com a lógica das WCAG de tornar o conteúdo mais compreensível e operável, especialmente na parte de entendimento da interface. A alternativa correta é a A porque ela ataca exatamente a barreira cognitiva: se o usuário reconhece o que vê, ele navega com menos esforço. Já as outras alternativas tratam de outros tipos de acessibilidade, como texto alternativo para imagens, contraste de cores e tratamento de erros, que são relevantes, mas não são o foco principal da pergunta. Em provas, a banca costuma misturar diretrizes de acessibilidade visual, técnica e cognitiva para ver se você identifica o público-alvo certo. Aqui, a pista está em “dificuldades cognitivas”: isso aponta para linguagem clara, elementos familiares e interface previsível, e não para contraste ou senha segura. Como referência geral, as WCAG 2.1 organizam recomendações em torno de perceptível, operável, compreensível e robusto, e o item cobrado conversa diretamente com o pilar de compreensibilidade.