A análise de pontos de função é uma técnica de medição das funcionalidades fornecidas por um sistema de informação do ponto de vista do usuário. De acordo com a IFPUG (International Function Point Users Group), um grupo de dados ou informações de controle, identificável pelo usuário, logicamente relacionado e mantido dentro da fronteira do sistema sendo contado é classificado como
- A)uma saída externa (SE).
Errada, porque saída externa é uma transação que leva informação para fora do sistema, não um grupo de dados mantido internamente.
- B)uma entrada externa (EE).
Errada, porque entrada externa é uma transação que envia dados para dentro do sistema, e não um arquivo lógico armazenado no sistema.
- C)uma consulta externa (CE).
Errada, porque consulta externa apenas recupera informações sem processamento relevante, não sendo um arquivo de dados.
- D)um arquivo lógico interno (ALI).
Certa, porque o enunciado descreve um grupo de dados logicamente relacionado, identificável pelo usuário e mantido dentro da fronteira do sistema.
- E)um arquivo de interface externa (AIE).
Errada, porque arquivo de interface externa é mantido fora da fronteira do sistema e apenas referenciado pelo sistema, sem ser controlado por ele.
Gabarito: D
Na Análise de Pontos de Função, você mede o que o sistema entrega ao usuário, e não a quantidade de linhas de código nem o tamanho do banco por si só. A ideia é olhar para funções e dados reconhecíveis pelo usuário, porque é isso que a técnica pretende comparar entre sistemas diferentes de forma padronizada. Pela IFPUG, um grupo de dados ou informações de controle, identificável pelo usuário, logicamente relacionado e mantido dentro da fronteira do sistema, recebe o nome de Arquivo Lógico Interno. Em português de prova: é um conjunto de dados que o próprio sistema guarda e gerencia. Exatamente por isso, o enunciado aponta para o ALI. O truque é perceber a expressão-chave “mantido dentro da fronteira do sistema”. Quando o dado é armazenado e atualizado internamente pelo sistema, ele deixa de ser algo apenas externo e passa a compor o arquivo lógico interno. Se fosse um dado apenas referenciado, sem manutenção pelo sistema, aí o caminho seria outro. Esse conceito vem do manual de Análise de Pontos de Função da IFPUG, que é a referência clássica cobrada em concursos. Em prova da FGV, vale muito decorar a lógica: entrada, saída e consulta são transações; ALI e AIE são arquivos/dados. Aqui, o enunciado descreve claramente um repositório interno de dados, então o gabarito D está correto.