Considerando a versão atual do eMAG, analise as afirmativas a seguir: I. O modelo consiste em um conjunto de recomendações a serem consideradas pelos desenvolvedores para que o processo de acessibilidade dos sítios e portais governamentais brasileiros sejam conduzidos de forma padronizada e de fácil implementação. II. O modelo é coerente com as necessidades governamentais e está em conformidade com os padrões internacionais. Foi concebido para orientar profissionais que tenham contato com publicação de dados ou serviços na Internet a desenvolver, alterar, adequar páginas, sítios e portais, tornando-os compatíveis com os requisitos de cibersegurança. III. A última versão é a 2.0, e sua primeira versão foi disponibilizada para consulta pública em dezembro de 2015. A versão atual incorporou novos exemplos, inclusive com o uso de HTML5 e WAI-ARIA para determinadas recomendações. Está correto apenas o que se afirma em
- A)I.
Correta, porque a afirmativa I descreve corretamente o eMAG como um conjunto de recomendações para padronizar a acessibilidade nos sítios e portais governamentais.
- B)I e II.
Errada, porque a II mistura acessibilidade com cibersegurança, que não é o objeto do eMAG.
- C)II.
Errada, porque a II contém o mesmo erro de conceito sobre cibersegurança e, por isso, não pode ser considerada isoladamente correta.
- D)II e III.
Errada, porque a III traz informações imprecisas sobre versão e cronologia do eMAG.
- E)III.
Errada, porque a III não está correta na forma como foi apresentada e não pode ser a única afirmativa válida.
Gabarito: A
O eMAG, Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico, funciona como um guia de boas práticas para que sites e portais públicos sejam construídos com acessibilidade de forma mais padronizada e simples de aplicar. A ideia não é inventar regra nova a cada órgão, mas dar um caminho comum para desenvolver, alterar e manter conteúdos digitais acessíveis para todas as pessoas, inclusive quem usa leitor de tela, teclado ou outras tecnologias assistivas. A afirmativa I está correta porque descreve exatamente essa função do modelo: um conjunto de recomendações para orientar a implementação da acessibilidade nos sítios e portais governamentais brasileiros. Já a afirmativa II erra feio no final, porque troca acessibilidade por cibersegurança. O eMAG trata de acessibilidade digital, não de proteção contra ataques, invasões ou riscos de segurança. A afirmativa III também está errada. A banca mistura números de versão e datas de atualização de forma incompatível com o histórico do eMAG. Além disso, a referência a HTML5 e WAI-ARIA pode aparecer em versões mais recentes e exemplos de aplicação, mas a redação da assertiva está imprecisa ao afirmar como sendo a versão e a cronologia corretas do modelo. Por isso, só a I permanece íntegra. Em prova, quando aparecer eMAG, pense em acessibilidade web no setor público, não em segurança da informação nem em um documento qualquer de TI.