Roberto está definindo o projeto de um novo portal para a empresa X Ltda., e preocupou-se em seguir as diretrizes de acessibilidade para conteúdo Web (WCAG). Entre as decisões tomadas por Roberto, ele demonstrou grande preocupação com pessoas que apresentam deficiência visual quando:
- A)definiu um nível de contraste baixo na paleta de cores;
Errada, porque contraste baixo prejudica a leitura e dificulta a acessibilidade visual, em vez de ajudar.
- B)exigiu que todas as imagens significativas tenham um texto descritivo;
Certa, porque o texto descritivo em imagens significativas permite que leitores de tela transmitam a informação a pessoas com deficiência visual.
- C)decidiu apagar todos os dados correntes da página quando uma sessão expirar;
Errada, porque apagar dados ao expirar a sessão não tem relação com acessibilidade visual, mas com gerenciamento de sessão e segurança.
- D)ofereceu interpretação com o uso da língua de sinais, por meio de avatar próprio, para os conteúdos em áudio;
Errada, porque língua de sinais e avatares atendem principalmente pessoas com deficiência auditiva, não visual.
- E)não permitiu que qualquer conteúdo pisque mais de três vezes no intervalo de um segundo.
Errada, porque limitar conteúdo piscando é uma medida importante, mas voltada sobretudo a evitar crises em pessoas com sensibilidade a flashes, como epilepsia fotossensível.
Gabarito: B
As diretrizes WCAG buscam tornar o conteúdo web perceptível, operável, compreensível e robusto para o maior número possível de pessoas. Quando falamos em deficiência visual, a ideia central é garantir que a informação não dependa apenas da visão para ser entendida. Por isso, recursos como texto alternativo, contraste adequado, possibilidade de ampliar conteúdo e compatibilidade com leitores de tela são clássicos nesse tema. Na questão, Roberto mostrou essa preocupação ao exigir que imagens significativas tenham texto descritivo. Isso é importante porque leitores de tela usam esse texto para explicar o que a imagem comunica, evitando que a informação fique perdida para quem não enxerga a tela. Em WCAG, esse princípio aparece na exigência de texto alternativo para conteúdo não textual, especialmente quando a imagem transmite informação relevante. Já dá para perceber a lógica da banca: ela quer saber se você reconhece medidas que realmente ajudam pessoas com deficiência visual, e não apenas qualquer medida genérica de acessibilidade. Não basta fazer algo "bonito" ou "moderno"; tem que atacar a barreira de acesso à informação. Então, o gabarito é a letra B porque o texto descritivo em imagens significativas é uma solução diretamente alinhada à acessibilidade para pessoas com deficiência visual, inclusive em conformidade com as WCAG.