A analista Carla aprimorou a usabilidade da página web principal do TCE/ES. Para tanto, Carla examinou todos os elementos da interface da página web a fim de determinar a conformidade da interface com princípios de usabilidade já reconhecidos e recomendados pela literatura da Engenharia de Usabilidade, aplicando assim o método de avaliação da usabilidade por:
- A)análise de tarefas;
Errada, porque análise de tarefas foca nas atividades e objetivos do usuário, não na checagem da interface por heurísticas de usabilidade.
- B)percurso cognitivo;
Errada, porque o percurso cognitivo avalia a facilidade de aprendizado ao simular a execução de tarefas, e não a conformidade geral com princípios da literatura.
- C)percurso pluralista;
Errada, porque o percurso pluralista depende da avaliação conjunta de diferentes perfis de usuários e especialistas, o que não foi descrito.
- D)avaliação heurística;
Certa, porque a situação descreve uma inspeção da interface com base em princípios de usabilidade reconhecidos, isto é, avaliação heurística.
- E)inspeção semiótica.
Errada, porque a inspeção semiótica analisa a comunicação entre designer e usuário por meio da interface, não a aplicação de heurísticas clássicas.
Gabarito: D
Aqui a ideia central é reconhecer qual técnica de avaliação de usabilidade foi usada. Quando a analista examina os elementos da interface para verificar se eles seguem princípios de usabilidade já conhecidos na literatura, ela não está testando o sistema com usuários nem analisando tarefas em uso real. Ela está fazendo uma inspeção baseada em regras e princípios consagrados, como consistência, prevenção de erros, visibilidade do estado do sistema e correspondência com o mundo real. Esse tipo de avaliação é a chamada avaliação heurística. Nela, especialistas comparam a interface com heurísticas de usabilidade, normalmente aquelas popularizadas por Jakob Nielsen, para encontrar problemas de usabilidade de forma rápida e barata. É quase como olhar a página com um checklist de boas práticas: se a interface “passa no pente-fino”, ótimo; se não passa, aparecem os pontos fracos. Por isso o gabarito é a letra D. A banca descreveu exatamente uma inspeção por princípios heurísticos da literatura de usabilidade, sem envolver usuários executando tarefas nem análise semiótica do sentido da interface. Em prova, quando aparecer linguagem como “examinar elementos da interface” e “conformidade com princípios recomendados”, pense primeiro em avaliação heurística. As outras técnicas têm cara diferente: análise de tarefas olha o trabalho do usuário; percurso cognitivo simula a execução de tarefas passo a passo por um avaliador; percurso pluralista envolve vários perfis avaliando juntos; inspeção semiótica foca na mensagem comunicada pela interface ao usuário.