Durante o processo de monitoramento do progresso de entregas no SCRUM, normalmente são utilizadas várias práticas úteis, como burndown e burnup. Essas práticas, contudo, não devem substituir
- A)a medição de apontamento de horas e estimativa de entrega alinhada entre o Product Ower e o Scrum Master.
Errada, porque apontamento de horas e estimativas alinhadas entre papéis não são o substituto principal dessas métricas, além de misturar conceitos que não definem o foco do Scrum.
- B)o cronograma estabelecido em contrato com o cliente.
Errada, porque o cronograma contratual é um instrumento externo ao acompanhamento ágil e não é o que burndown e burnup deixariam de substituir.
- C)o conhecimento prático do processo, principalmente em ambientes complexos onde não é possível prever os resultados.
Certa, porque em ambientes complexos as métricas de acompanhamento não substituem o conhecimento prático, a experiência e a adaptação contínua do processo.
- D)a estimativa prevista no processo de planejamento da sprint alinhado com o Product Owner e definido pelo Time de Desenvolvimento.
Errada, porque a estimativa da sprint é parte do planejamento e não é o alvo da substituição mencionada pelo enunciado.
- E)o acompanhamento do Scrum Master em identificar possíveis impedimentos durante a execução da sprint.
Errada, porque o acompanhamento de impedimentos pelo Scrum Master é uma atividade de apoio à execução, não o elemento conceitual que burndown e burnup deixam de substituir.
Gabarito: C
No Scrum, burndown e burnup são gráficos de acompanhamento que ajudam a enxergar progresso, trabalho restante e tendência de entrega. Eles são ótimos para dar visibilidade ao time e aos interessados, mas não fazem milagre: não substituem a compreensão real do processo, nem a leitura do contexto do projeto. A lógica do Scrum é empírica, ou seja, baseada em transparência, inspeção e adaptação. Em ambientes complexos, nem tudo pode ser previsto com precisão só olhando números. Por isso, métricas ajudam, mas não tomam o lugar da experiência prática, do julgamento do time e da capacidade de ajustar o rumo conforme a realidade aparece. É justamente aí que a alternativa C acerta. Ela resume a ideia de que, em cenários complexos, você não deve achar que um gráfico vai substituir o conhecimento prático do processo. O burndown e o burnup mostram sinais, mas quem interpreta e decide é a equipe, usando experiência e inspeção contínua. Em prova da FGV, fique atento a esse ponto clássico: ferramenta de acompanhamento não substitui o fundamento do Scrum, que é empírico. Se a questão falar em previsibilidade absoluta, desconfie. Scrum não é bola de cristal, é radar com gente competente olhando a estrada.