Uma gerente de projetos (GP) está trabalhando na construção do cronograma para um novo projeto, que fornecerá como produto uma solução de Business Intelligence. As atividades já foram definidas e sequenciadas. Para estimar a duração esperada de cada atividade por meio de faixas de durações prováveis, otimistas e pessimistas, a GP realizou a estimativa:
- A)análoga;
Errada, porque a estimativa análoga compara com projetos anteriores semelhantes, e não com faixas otimista, provável e pessimista.
- B)bottom-up;
Errada, porque a bottom-up detalha e soma estimativas das partes do trabalho, sem usar necessariamente três cenários de duração.
- C)paramétrica;
Errada, porque a estimativa paramétrica usa relações quantitativas e taxas de produtividade, não a tríade otimista-provável-pessimista.
- D)de três pontos;
Certa, porque a estimativa de três pontos usa justamente as durações otimista, mais provável e pessimista para estimar a duração esperada.
- E)analítica de dados.
Errada, porque analítica de dados envolve análise de dados históricos e modelos, não a técnica clássica de três estimativas de duração.
Gabarito: D
Quando a questão fala em estimar a duração de atividades usando faixas de tempo otimista, mais provável e pessimista, ela está descrevendo a técnica de estimativa de três pontos. Essa abordagem é muito usada em gerenciamento de projetos porque não depende de um único chute otimista demais ou pessimista demais: ela tenta equilibrar os cenários e chegar a uma estimativa mais realista. Em provas, isso costuma aparecer ligado ao PERT, que trabalha justamente com esses três valores para calcular a duração esperada. No caso apresentado, as atividades já estavam definidas e sequenciadas, e a gerente quer estimar a duração de cada uma. Isso combina perfeitamente com a estimativa de três pontos, que usa as três faixas de duração para reduzir incerteza. Em geral, a lógica é: otimista, mais provável e pessimista. A partir daí, obtém-se uma duração esperada mais confiável do que uma estimativa única feita no susto. As demais técnicas seguem outra lógica. A estimativa análoga compara com projetos parecidos, a bottom-up soma estimativas detalhadas das partes menores, a paramétrica usa relações estatísticas ou índices de produtividade, e a analítica de dados explora dados históricos e modelos para prever esforços. Portanto, quando a questão destaca explicitamente as três faixas de duração, ela quer a técnica de três pontos. Em linguagem de prova: se aparecer "otimista, provável e pessimista", pense sem medo em três pontos. A banca gosta desse atalho porque ele é direto e clássico em gerenciamento de tempo.