Uma equipe de analista de sistemas está desenvolvendo o software ProgramaTJ aplicando a metodologia Lean. A equipe decidiu implementar apenas as funcionalidades formalmente requisitadas pelo cliente, evitando adicionar qualquer funcionalidade extra à ProgramaTJ por conta própria. Essa decisão da equipe remete, de forma direta, ao princípio da metodologia Lean para o desenvolvimento de software de:
- A)otimização do todo;
Errada, porque otimização do todo trata de maximizar o desempenho global do sistema, e não especificamente de evitar funcionalidades extras não solicitadas.
- B)adiar comprometimento;
Errada, porque adiar comprometimento é decidir o mais tarde possível quando há incerteza, o que não é o foco da situação descrita.
- C)eliminação de desperdícios;
Certa, porque a equipe está evitando produzir funcionalidades desnecessárias, isto é, eliminando desperdícios no desenvolvimento.
- D)respeitar as pessoas;
Errada, porque respeitar as pessoas se relaciona à valorização da equipe e do trabalho humano, não à restrição de escopo por si só.
- E)criação de conhecimento.
Errada, porque criação de conhecimento envolve aprender e aperfeiçoar decisões ao longo do projeto, não apenas limitar o sistema ao que foi pedido.
Gabarito: C
Na metodologia Lean para software, a ideia central é entregar valor ao cliente com o mínimo de desperdício possível. Em outras palavras: fazer o que realmente importa, sem encher o produto de enfeites, retrabalho ou funcionalidades que ninguém pediu. Parece simples, mas é justamente aí que mora a disciplina do Lean. No enunciado, a equipe decidiu implementar apenas as funcionalidades formalmente requisitadas pelo cliente e evitar qualquer recurso extra criado por conta própria. Isso mostra uma preocupação clara em não produzir algo que não agregue valor imediato ao cliente. Em Lean, tudo o que consome esforço, tempo e custo sem gerar valor é visto como desperdício. Por isso, o gabarito é a alternativa C, eliminação de desperdícios. Essa é uma leitura bem direta do pensamento Lean: reduzir atividades, entregas e decisões que não contribuam para o valor percebido pelo cliente. É o famoso "não fazer por fazer". As demais alternativas até têm relação com princípios Lean em outros contextos, mas não são a melhor tradução da atitude descrita na questão. Aqui, o foco não é esperar mais informação, nem otimizar o sistema como um todo, nem falar de pessoas ou aprendizado. O ponto central é cortar o excesso.