A Equipe de Sistemas de Software (ESS) de um Ministério Público deseja criar um Web Service para verificação do andamento dos processos a ser reutilizável por diversos usuários e aplicações. Para que o Web Service seja utilizado, a ESS deve incluir na descrição do serviço a:
- A)definição dos namespaces em WSDL (Web Service Definition Language);
Errada, porque namespaces em WSDL ajudam na organizacao e identificacao dos elementos, mas nao substituem a descricao da interface do servico.
- B)descrição da assinatura do serviço com as operações, parâmetros e seus tipos;
Certa, porque a descricao do Web Service deve trazer a assinatura do servico, com operacoes, parametros e tipos, para permitir consumo por outras aplicacoes.
- C)especificação de suas características não funcionais, como desempenho e confiança;
Errada, porque desempenho e confiabilidade sao requisitos nao funcionais e nao a definicao principal da descricao do servico.
- D)definição da interface de serviço incluindo informações sobre a semântica do serviço;
Errada, porque a interface pode ser descrita, mas a parte decisiva aqui e a assinatura operacional; a semantica do servico nao e o foco basico da descricao tecnica.
- E)especificação do padrão UDDI (Universal Description, Discovery and Integration) como protocolo para troca de mensagens.
Errada, porque UDDI e um padrao para descoberta e catalogacao de servicos, nao um protocolo de troca de mensagens.
Gabarito: B
Quando voce pensa em um Web Service reutilizavel, a primeira coisa que vem antes de chamar qualquer operacao e saber exatamente o que ele oferece e como conversar com ele. Para isso serve a descricao do servico, normalmente feita em WSDL no universo SOAP, que funciona como um “manual de instrucoes” do Web Service. Ela informa quais operacoes existem, quais parametros cada uma recebe, quais sao os tipos desses parametros e o formato esperado de entrada e saida. Na pratica, a descriçao precisa permitir que diferentes sistemas entendam o servico sem depender de conversa humana ou leitura de codigo. Por isso, o essencial e a assinatura do servico: nome das operacoes, mensagens, parametros e tipos. Sem isso, o cliente até pode saber que o servico existe, mas nao consegue invoca-lo corretamente. O gabarito e a letra B porque ela aponta exatamente o conteudo basico de uma descricao de Web Service: operacoes, parametros e seus tipos. Isso e o que torna o servico utilizavel por outros usuarios e aplicacoes, permitindo interoperabilidade. Em WSDL, esse bloco de definicao e central para expor a interface de consumo do servico. As outras alternativas misturam conceitos relacionados, mas nao sao o essencial da descricao para uso. UDDI, por exemplo, e mecanismo de descoberta e catalogacao, nao protocolo de troca de mensagens. Caracteristicas nao funcionais sao importantes, mas nao compoem a definicao minima da interface do servico.