Sobre os testes de software, analise as afirmativas a seguir. I. Testes de estresse são testes de sistema projetados para confrontar o software com situações anormais as condições previstas de uso. II. Testes de regressão são testes estruturais que forçam o software a falhar de várias maneiras visando identificar os limites operacionais de um sistema. III. Testes de módulo são testes de caixa-preta que visam avaliar a usabilidade da aplicação, determinando até que ponto a interface do software é fácil e intuitiva de utilizar. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Correta, porque teste de estresse realmente confronta o software com condições anormais ou excessivas de uso.
- B)II, apenas.
Errada, porque teste de regressão não é teste estrutural nem serve para provocar falhas a fim de descobrir limites operacionais.
- C)III, apenas.
Errada, porque teste de módulo não é teste de caixa-preta voltado à usabilidade da interface.
- D)I e II, apenas.
Errada, porque a II está incorreta, então não há como formar o conjunto I e II.
- E)I, II e III.
Errada, porque II e III trazem conceitos trocados e incompatíveis com a definição clássica dos testes.
Gabarito: A
Em testes de software, o nome da técnica importa muito, porque a banca adora trocar os conceitos de lugar. Teste de estresse é usado para empurrar o sistema para além do que ele costuma suportar, com situações anormais ou carga excessiva, justamente para ver como ele reage quando a coisa aperta. Isso está alinhado com a ideia de robustez e limites operacionais do software. Já teste de regressão não é teste estrutural nem serve para forçar falhas aleatórias para achar limites. Ele é feito depois de uma alteração no sistema, para verificar se o que já funcionava continua funcionando. Em outras palavras: mexeu em um pedaço, confere se não quebrou outro. É o famoso "não era para dar problema, mas vamos checar". Teste de módulo, por sua vez, costuma estar ligado a teste de unidade ou componente, normalmente com foco técnico e, em geral, de caixa-branca ou com apoio de técnicas estruturais. Ele não tem como objetivo principal medir usabilidade da interface. Usabilidade é outra conversa, mais próxima de teste de aceitação, experiência do usuário e avaliação de interface. Por isso, apenas a afirmativa I está correta. A FGV segue a linha clássica de distinção entre tipos de teste: estresse para condições extremas, regressão para reaproveitar casos após mudanças e módulo para verificar partes isoladas do sistema, não a facilidade de uso.