A metodologia Extreme Programming (XP) define uma série de práticas para desenvolvimento de software. Assinale a opção que apresenta a prática desta metodologia que contribui para produção de softwares de alta qualidade.
- A)Testes de aceitação devem ser construídos por analistas especializados, sem a participação do cliente.
Errada, porque em XP o cliente participa ativamente na definição e construção dos testes de aceitação, não fica de fora.
- B)Programadores devem ter autonomia para utilizar seu próprio estilo de codificação desde que seja inteligível.
Errada, pois XP incentiva padrões simples e consistentes de codificação para facilitar leitura, manutenção e trabalho em equipe.
- C)Postergar sempre que possível o merge do trabalho dos desenvolvedores em uma linha principal compartilhada.
Errada, porque XP defende integração frequente do código na linha principal, e não adiar o merge.
- D)Programar em par/dupla num único computador para assegurar que o código seja sempre revisto por duas pessoas.
Certa, pois a programação em par promove revisão contínua, colaboração e redução de defeitos, elevando a qualidade do software.
- E)Vedar a refatoração de códigos já testados e aprovados para evitar a introdução de novos erros.
Errada, porque refatorar faz parte da XP e é justamente usado para melhorar o código sem alterar seu comportamento funcional.
Gabarito: D
Extreme Programming (XP) é uma metodologia ágil que aposta em práticas simples, frequentes e muito focadas na qualidade do código. A lógica é evitar que defeitos se acumulem: em vez de esperar o fim do projeto para descobrir problemas, o time valida tudo o tempo todo. Por isso, XP valoriza testes automatizados, integração contínua, refatoração e, claro, programação em par, que é uma das práticas mais clássicas da abordagem. Na programação em dupla, duas pessoas trabalham no mesmo computador, alternando funções e revisando o que está sendo feito em tempo real. Isso reduz erros, melhora o desenho da solução e aumenta a chance de detectar falhas logo no início, antes que elas virem dor de cabeça. Em termos práticos, é como ter um revisor embutido no processo o tempo inteiro, sem precisar marcar reunião para isso. O gabarito é a letra D porque o par programming é uma prática central da XP justamente por elevar a qualidade do software. A revisão constante do código, aliada ao raciocínio conjunto sobre a solução, tende a produzir código mais limpo, consistente e com menos defeitos. É um dos fundamentos doutrinários mais conhecidos da XP e aparece com frequência em provas. As demais alternativas distorcem princípios da XP. A metodologia preza colaboração com o cliente, padronização de código, integração frequente e refatoração contínua. Quando a questão fala o contrário disso, ela está tentando te fazer tropeçar na ideia de que qualidade vem de isolamento, atraso ou rigidez excessiva, mas em XP é exatamente o oposto.