A equipe de redes de um órgão público está trabalhando para auxiliar no cumprimento das metas da equipe de desenvolvimento de sistemas do mesmo órgão e vislumbrou a possibilidade de utilização de DevOps. Para tal, a equipe de redes indicou a contratação de uma API em uma nuvem. A API indicada permite que os desenvolvedores e os administradores dos sistemas interajam com a infraestrutura de modo programático e em escala, evitando a instalação e a configuração dos recursos manualmente todas as vezes que precisam recriar um ambiente de desenvolvimento. Para essa atividade, a equipe de desenvolvimento utilizou a prática DevOps de:
- A)comunicação e colaboração;
Errada, porque comunicação e colaboração são valores importantes em DevOps, mas não correspondem à automação programática da infraestrutura descrita no enunciado.
- B)integração contínua;
Errada, porque integração contínua trata de integrar código com frequência e automatizar builds e testes, não de recriar infraestrutura por código.
- C)entrega contínua;
Errada, porque entrega contínua se relaciona à disponibilização frequente e confiável de software, e não à provisionamento automatizado da infraestrutura.
- D)microsserviços;
Errada, porque microsserviços são uma arquitetura de software baseada na divisão do sistema em serviços menores, não uma prática de automação de infraestrutura.
- E)infraestrutura como código.
Certa, porque infraestrutura como código é exatamente a prática de definir e gerenciar recursos de infraestrutura de forma programática, em escala e com menos ação manual.
Gabarito: E
DevOps não é uma ferramenta única, mas um jeito de trabalhar que aproxima desenvolvimento e operação para entregar software com mais rapidez, automação e repetibilidade. A ideia é tirar o trabalho manual do caminho sempre que possível, para reduzir erro humano e ganhar escala. Em provas, a banca costuma trocar os nomes das práticas para ver se você entende o conceito, não só o jargão. No enunciado, a pista decisiva está em “interajam com a infraestrutura de modo programático e em escala” e em “evitando a instalação e a configuração dos recursos manualmente todas as vezes”. Isso descreve claramente a prática de tratar a infraestrutura como código: em vez de montar servidor por servidor na mão, você define tudo em scripts, templates ou arquivos declarativos, e depois reprovisiona o ambiente quando precisar. É a lógica do “repetir sem sofrimento”. Essa abordagem é muito comum em nuvem e em automação de ambientes de desenvolvimento, testes e produção. O time ganha padronização, versionamento, rastreabilidade e facilidade para recriar ambientes iguais. Em termos práticos, é o oposto do improviso manual de clicar em telas e configurar recurso por recurso. Por isso, o gabarito é a letra E. As outras alternativas trazem outros conceitos de DevOps, mas nenhuma fala diretamente da criação e configuração da infraestrutura por meio de código, que é exatamente o que o texto descreve.